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OMS não baixa a guarda: é tempo de preparar resposta

OMS não baixa a guarda: é tempo de preparar resposta

Marta F. Reis 14/02/2020 08:59

Nova regra na China fez disparar casos. Bruxelas não descarta fecho de fronteiras se vier a ser necessário.

Numa altura em que o número de novos casos na China parecia estar a começar a diminuir, a região de Hubei confirmou mais 15 mil casos em 24 horas, ultrapassando-se a barreira dos 60 mil doentes. As autoridades chinesas explicaram que houve uma mudança nos procedimentos no epicentro do surto para passar a contabilizar todos os casos em que uma TAC revele infeção pulmonar e tentar agilizar a resposta.

Embora se torne mais difícil perceber a dimensão da epidemia, a Organização Mundial de Saúde disse que para já não há sinais de alterações na dinâmica da infeção, mas reiterou a importância de continuar a preparar a resposta para uma eventual propagação do vírus. “O número de países que reportaram casos ainda não mudou e, além dos casos no navio Diamond Princess (no Japão), não estamos a ver um aumento dramático da transmissão fora da China. Este é o cenário atual. O que dizemos aos Governos de todo o mundo é que ainda temos uma oportunidade para nos prepararmos para a possível propagação do vírus”, defendeu Michael Ryan, responsável pela equipa de gestão de crise. Ontem estavam confirmados 447 casos em 24 países. O cruzeiro em quarentena em Yokohama, onde estão sete cidadãos com passaporte português, representa o maior cluster de casos fora da China. Foram já confirmadas 218 pessoas infetadas entre os cerca de 3000 passageiros.

A doente que apanhou um Uber Na Europa estavam confirmados esta quinta-feira 44 casos, a maioria na Alemanha (16), França (11) e Reino Unido (9). Em Inglaterra, os últimos desenvolvimentos estão a causar apreensão junto das autoridades e da população. A primeira doente confirmada em Londres, apesar de ter sintomas e de ter estado na China, foi às urgências de Uber e entrou sem máscara. A situação levou a que funcionários do hospital fossem colocados em isolamento em casa por 14 dias. O motorista está também em isolamento.

Medicamentos preocupam Em Bruxelas sobe também o alerta e os ministros europeus da Saúde reuniram-se de emergência para concertar a resposta à epidemia. Marta Temido adiantou que está a ser estudada a possibilidade de, além de brochuras informativas, passarem a ser distribuídos formulários aos passageiros provenientes da China para identificarem contactos recentes, o que pode ajudar em caso de adoecerem.

Os países estão também a precaver a eventual escassez de medicamentos, dado que a China produz muitos dos ingredientes usados no fabrico de medicação, de antibióticos a antirretrovirais. “Até agora, o surto não está a afetar a disponibilidade de medicamentos na Europa, mas vamos permanecer vigilantes e, se a situação mudar, intensificaremos o nosso trabalho”, disse a comissária europeia para a Saúde. Stella Kyriakides admitiu também que, caso a epidemia alastre, poderão ser tomadas novas medidas, incluindo o encerramento de fronteiras.

 

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