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Novo Banco. Mais de cinco anos depois

Novo Banco. Mais de cinco anos depois

Sónia Peres Pinto 23/10/2019 21:10

Banco tem apostado na redução de estrutura: menos balcões e trabalhadores.

O banco da família Espírito Santo acabou a 3 de agosto de 2014, quando foi criado o Novo Banco. O anúncio foi feito pela voz do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, que decidiu aplicar ao BES uma medida nunca usada no país: o termo “resolução” aplicado a uma instituição financeira. A generalidade da atividade e do património do banco foi “transferida, de forma imediata e definitiva, para o Novo Banco, devidamente capitalizado e expurgado de ativos problemáticos”, tendo recebido nessa altura uma injeção de 4900 milhões de euros. Mas três meses antes tinha sido alvo de um aumento de capital de 1050 milhões de euros.

As perdas continuam e as necessidades de capital também (ver texto ao lado). E estes resultados acabam por exigir profundas reduções nas estruturas não só em número de trabalhadores como também de balcões. Recentemente, o Novo Banco solicitou e obteve autorização do Ministério do Trabalho para alargar a 310 trabalhadores o limite previsto para rescisões por mútuo acordo entre 8 de agosto de 2019 e 31 de dezembro de 2021, de modo que beneficiem de subsídio de desemprego quando aceitam rescindir os contratos – uma notícia que caiu que nem um bomba junta da comissão nacional de trabalhadores do Novo Banco, que estranhou o pedido, uma vez que essas rescisões superam os “objetivos impostos” por Bruxelas, considerando que apenas faltam 84 saídas para o banco reduzir o número de trabalhadores para 4909 até 2021.

“Impõem-se então duas questões: porquê autorização para reduzir 310? Porquê ir para além dos objetivos impostos?”, questionou a estrutura, em comunicado.

A comissão de trabalhadores do Novo Banco lembrou ainda que “tem sido um parceiro responsável no Novo Banco” e garante que se mantém “disponível para dialogar e negociar condições condignas, privilegiando em primeiro lugar o processo de reformas antecipadas”.

Ainda na semana passada, a instituição financeira revelou que vendeu a GNB – Companhia de Seguros de Vida por 168 milhões de euros e afirmou que a “transação representa mais um importante passo no processo de desinvestimento de ativos não estratégicos do Novo Banco, prosseguindo este a sua estratégia de foco no negócio bancário”.

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