20/4/19
 
 
Filipe Pontes 17/04/2019
Filipe Pontes

opiniao@newsplex.pt

Transparência e compromisso eleitoral

Desafiar os candidatos às eleições para o parlamento europeu a subscrever uma série de compromissos, demonstrado assim o apoio a uma União Europeia mais íntegra e transparente.

Com o aproximar de um período eleitoral intenso, com eleições para o Parlamento Europeu, para o Parlamento (e Governo) da Região Autónoma da Madeira e, depois, as legislativas para a Assembleia da República, torna-se importante reforçar o compromisso entre eleitor e eleito.

Escrutinar o trabalho realizado pelos representantes dos cidadãos nos órgãos parlamentares (os Deputados) é fundamental. Neste âmbito, existem vários indicadores e rankings sobre o trabalho político realizado, oferecendo, nomeadamente, a possibilidade de confirmar afirmações e promessas com a realidade concretizada, e aqui destaco o projeto e agora também o programa polígrafo como um bom exemplo de clarificação da opinião pública com a verdade. 
Estas ferramentas que existem hoje permitem escrutínio reativo da atividade, mas mais importante ainda seria o compromisso prévio antes da eleição e aqui o meu destaque vai para a campanha desenvolvida a nível europeu e liderado pela Transparency Internacional, subscrito até ao momento por 14 dos principais candidatos de todas as famílias políticas europeias. A campanha chama-se stand up for integrity e tem como objetivo desafiar os candidatos às eleições europeias para o parlamento europeu a subscrever uma série de compromissos, demonstrado assim o apoio a uma União Europeia mais íntegra e transparente.

A campanha estabelece ainda quatro prioridades políticas na luta anticorrupção, que para a Transparência Internacional devem ser também subscritas: fazer cumprir o Estado de Direito, impedir que indivíduos corruptos e o seu dinheiro ilícito entrem na UE, apoiar a criação de um organismo de ética independente da UE e apoiar a transparência legislativa.
Exemplos deste servem para fortalecer o compromisso eleitoral e aumentar a confiança do eleitor, mas devem cada vez mais serem encarados com naturalidade para uma democracia madura como a nossa!

 

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