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Inglaterra. Liverpool continua atrás do fantasma de 30 anos

Inglaterra. Liverpool continua atrás do fantasma de 30 anos

AFP Afonso de Melo 14/01/2019 07:07

Mesmo sendo nítido que a equipa do alemão Klopp vive momentos de menor brilho, a vitória em Brighton (1-0) mantém o seu comando tranquilo.

Como geralmente acontece, acabou por ser o campeonato de Inglaterra a “pièce de résistance” (deixem lá estar o anglicismo que os ingleses pelam-se por eles) do futebol internacional do fim-de-semana. Depois de ter sofrido frente ao Manchester City a sua primeira derrota na liga desta temporada, o Liverpool reatou a tarefa triunfante ao ir vencer a Brighton por 1-0, golo de Salah, aos 50 minutos, de grande penalidade. De qualquer forma, o conjunto do alemão Jürgen Klopp vive, pelo menos para já, um período de menor fulgor que se espelha em algumas recentes exibições insípidas.

Não deixa, por isso, de comandar confortavelmente a classificação com 57 pontos à vigésima segunda jornada, um número muito firme se pensarmos que, até ao momento, só concedeu 3 empates além da derrota atrás sublinhada. Há nos “scousers” uma crença de que poderá ser este, finalmente, o ano que interromperá 29 épocas de jejum. Impressionante para um clube com a grandeza do de Anfield a dificuldade que tem tido em recuperar um título há décadas perdido, a despeito das conquistas europeias de entrementes.

O City só joga hoje, recebendo o muito portugalizado Wolverhampton de Espírito Santo, e precisa dos três pontos para manter o líder debaixo de olho – ficou a sete – e ir conservando intactas as possibilidades de atingir o muito ambicionado bi.

Por seu lado, em Londres, enquanto Chelsea – que se viu e desejou para se livrar do_Newcastle em Stanford Bridge, por 2-1 – e Tottenham lá vão esticando a cabeça na corrida pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões, o Arsenal voltou a cair em depressão, agora derrotado pelos vizinhos do West Ham (0-1) e deixando pairar a sensação de que o espanhol Unai Emery está com muitas dificuldades para entender a nova realidade em que se meteu. Nada de surpreendente, até porque os canhoneiros têm vivido à sombra de um passado glorioso e inimitável sem espelharem um futuro consistente que chegaram a ter nos primeiros tempos do desaparecido Arsène Wenger.

 

No banco

Em Itália houve jornada de Taça, oitavos-de-final, e a Juventus foi a Bolonha eliminar os locais com uma vitória tão simples quanto categórica: 2-0. Allegri decidiu que, desta vez, para lhe poupar energias, queria Ronaldo no banco a seu lado. Bernardeschi fez o primeiro golo cedo, logo aos 9 minutos, e Kean fechou o marcador aos 49. Foi precisamente para o lugar de Kean que o português viria a entrar aos 62 minutos, niuma espécie de aquecimento para o regresso da Série A, no próximo domingo, em casa, face ao Chievo. A nova vida de Cristiano vai correndo sobre rodas enquanto se espera pelos verdadeiros embates da Juventus, que domina o “calcio” com a teimosia própria de uma Velha Senhora: os da Liga dos Campeões. É esse o seu lugar!

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