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Donos das Sete Fontes dizem-se vítimas de "confisco" por parte da Câmara de Braga

Donos das Sete Fontes dizem-se vítimas de "confisco" por parte da Câmara de Braga

Joaquim Gomes Joaquim Gomes 10/01/2019 22:42

Os donos da zona de monumento nacional das Sete Fontes afirmaram estar a ser vítimas de “confisco”, pela parte da Câmara Municipal de Braga, na expropriação dos terrenos, considerando que “não vale tudo, não pode valer tudo”

Aquela área alta da zona norte da cidade de Braga foi classificada a 25 de maio de 2011 monumento nacional, mas os proprietários dos terrenos não aceitam agora aquilo a que chamam de “confisco” que a Câmara Municipal de Braga pretende levar a cabo, face à intenção da maioria de direita liderada por Ricardo Rio, segundo a qual “em 2019 iria avançar o processo de aquisição dos terrenos necessários para a construção do parque eco monumental das Sete Fontes”.

Para a autarquia bracarense, “há toda a legalidade do processo quando desclassificou os terrenos das Sete Fontes”, mas contrariamente às “notícias” publicadas por uma fonte oficiosa muito próxima do presidente da autarquia local, Ricardo Rio, “os terrenos da Vilaminho não foram desclassificados”, foram sim “alterados de área urbanizável para área urbana, estando todos os terrenos inseridos na área de expansão e desenvolvimento da cidade”, como refere a Vilaminho, empresa proprietária de várias parcelas de terreno nas Sete Fontes.

A empresa proprietária, em comunicado, “repudia” ainda as afirmações veiculadas pela Câmara Municipal de Braga, através do seu advogado, Paulo Viana, de “total inércia” atribuída à Vilaminho, durante onze anos, perante os seus terrenos.

“Como é fácil de comprovar, até 2005, a Vilaminho encontrava-se num processo de definição das confrontações dos seus terrenos juntamente com outros proprietários”, de acordo com a mesma empresa, acrescentando igualmente que “respeitou o processo em curso” e, assim, logo que este foi concluído, “iniciou a apresentação de vários projetos junto da Câmara Municipal de Braga”.

“Consideramos que estas afirmações da Câmara Municipal de Braga pretendem apenas criar ruído, fugindo desta forma à verdade, até porque a mesma tinha conhecimento do processo de definição das confrontações”, sublinha a empresa bracarense Vilaminho.

Segundo esta proprietária, o atual executivo “definiu a construção do Ecoparque como prioritária, suspendeu o PDM na área do Plano de Pormenor das Sete Fontes logo em 2013”, mas, decorridos mais de cinco anos, “ainda não o aprovou e, mais grave, nem sequer se sabe em que fase está”.

“Não vale tudo, não pode valer tudo”, afirma a Vilaminho, acerca deste processo, que já levou mesmo o presidente da Junta de Freguesia de São Victor, Ricardo Silva, a receber todos os proprietários dos terrenos, a quem a Câmara de Braga quer pagar dez euros por metro quadrado, sendo que, tal como no processo da Fábrica Confiança, abriu-se já uma brecha na base de apoio político à coligação Juntos por Braga, liderada por Ricardo Rio, porque o independente Ricardo Silva lidera a maior junta de freguesia urbana de Braga, tendo sido decisivo na eleição de Ricardo Rio.

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