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PSD. Montenegro responde a Rui Rio: “não são palavras felizes”

PSD. Montenegro responde a Rui Rio: “não são palavras felizes”

João Pedro Domingos Luís Claro* 06/09/2018 14:11

Ex-líder parlamentar respondeu ao ataque feito aos críticos na Festa do Pontal e garantiu que “ninguém anda a perseguir” Rui Rio

Luís Montenegro respondeu ao ataque feito pelo presidente do PSD aos críticos e não está disposto a calar-se. Aquilo a que Rui Rio chamou “críticas internas”, Montenegro prefere classificar como “chamadas de atenção” e “contributos”.

Desde que Rui Rio chegou à liderança, há mais de seis meses, que o clima é tenso entre a direção nacional e os chamados críticos. O líder do PSD voltou de férias com uma estratégia mais dura para os opositores internos e aproveitou a Festa do Pontal para atacar aqueles que fazem “críticas táticas ao serviço de interesses pessoais”. Fernando Negrão, alinhado com o líder, reforçou a ideia de que o PSD tem de falar “a uma só voz”. 

Montenegro, apontado como alternativa à atual liderança, não se comoveu com estes apelos e preferia que “esse tipo de comentários não tivesse sido proferido”, porque “não são palavras felizes” e “todos devemos ter consciência, a começar pela liderança, que o grande adversário é o PS e o seu líder.

No programa “Almoços Grátis”, na TSF, o ex-líder parlamentar do PSD defendeu que “as pessoas têm direito a ter opinião,  têm direito a fazer alertas, chamadas de atenção, a dar contributos, sempre com o intuito de reforçar a posição política do PSD. Aqui não anda ninguém a perseguir ninguém. Nós queremos é que o partido seja cada vez mais forte”. 

Marques Mendes foi outro dos visados no discurso do líder. Rio queixou-se daqueles que “até aos domingos” o atacam. O comentador respondeu-lhe, no último domingo, na SIC, com a garantia de que “é um erro de principiante responder aos adversários internos”. Antes do ataque de Rui Rio aos opositores internos, Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, já tinha apelado ao líder para deixar de “andar aos pontapés aos seus companheiros de partido”. 

O apelo do autarca de Cascais não teve efeito e Rui Rio fez, neste fim de semana, um violento ataque aos críticos. Acusou-os de estarem a “tentar evitar que o PSD ganhe as eleições”. Montenegro rejeitou essa responsabilidade e defendeu que a vitória está nas mãos de Rui Rio. “Depende em primeira linha do seu principal responsável que é ele próprio, o líder do partido”.

Conselho nacional O PSD reúne em conselho nacional no próximo dia 12 nas Caldas da Rainha, mas o debate deverá ser tenso, sobretudo porque a polémica começa na convocatória. Vários conselheiros já tinham admitido a sua estranheza pelo facto de não estar previsto o ponto de análise da situação política. Apesar de se tratar de uma questão burocrática, a secretaria-geral do partido recebeu ontem um e-mail do conselheiro Luís Rodrigues. O antigo deputado, eleito por Setúbal, explicou ao i que pediu explicações  sobre “o lapso” na ordem de trabalhos. Mais, para o também ex-candidato autárquico é  “fundamental” existir uma “análise da situação politico-partidária”. 

Para o efeito, Luís Rodrigues  recorda a prática dos últimos anos em que tem participado como conselheiro nacional e onde foi sempre incluída a análise da situação política nas reuniões ordinárias do partido.

Segundo apurou o i, os conselheiros nacionais ainda não receberam todos os documentos em análise na reunião de dia 12. Entre eles está o documento sobre a reforma do setor da saúde, que já mereceu acesa discussão na última reunião da comissão política. Na passada quinta-feira, a comissão permanente do PSD reuniu para preparar a rentrée do partido e fechar o documento.

*Com Cristina Rita

 

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