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Menina raptada no Seixal ajudou PJ a identificar agressor

Menina raptada no Seixal ajudou PJ a identificar agressor

Beatriz Dias Coelho 03/09/2018 21:10

Menina de sete anos foi encontrada na madrugada de domingo. Homem continua desaparecido

A menina de sete anos que no sábado foi levada de um parque infantil na Amora, Seixal, e depois violada, ajudou a Polícia Judiciária a identificar o raptor através de imagens.

Ao “Diário de Notícias”, fonte da PJ confirmou saber quem é o agressor e assegurou que está “montada uma caça ao homem naquela zona, com o apoio da PSP”. O suspeito é, segundo o mesmo jornal, um homem cabo-verdiano com idade compreendida entre os 30 e os 40 anos. E não foi a primeira vez que terá tentado levar uma criança: há duas semanas abordou outra menina, mas os residentes da zona travaram-no.

O homem não é conhecido da família da menina de sete anos, mas é uma cara conhecida por ali, sendo visto frequentemente embriagado. Além da identificação através de imagens pela menina, os relatos de testemunhas e dos primos da vítima ajudaram as autoridades a identificar o alegado agressor.

Homem fez-se passar por familiar

Este sábado, era cerca das 18 horas quando o homem abordou a menina no parque das piscinas. A mãe tinha-se ausentado por breves momentos devido a um problema com um dos dois filhos mais novos, de apenas alguns meses. A menina estava com dois primos mais velhos, igualmente menores – de nove e oito anos – e o homem aproveitou a ausência da mãe para se aproximar dela, dizendo-lhe que era um familiar.

Segundo o “Diário de Notícias”, este é o primeiro incidente registado naquele parque infantil. Há duas semanas, a abordagem da outra menina pelo agressor não resultou em qualquer queixa na polícia.

Pedido de resgate

A menina de sete anos esteve desaparecida desde o final da tarde até às cinco horas da madrugada de domingo, quando um popular a encontrou, desorientada, na zona de onde tinha sido levada. Levou-a a um café e dirigiu-se, depois, à polícia. Mais tarde, foi levada ao hospital para ser observada por um médico, que confirmou que a criança tinha sido violada.

Durante o período em que a menina esteve desaparecida, a  mãe foi contactada por um anónimo que lhe pediu um resgate de 10 mil euros pela filha. O telefonema surgiu depois de a família colocar um apelo no Facebook com a fotografia da menina e, segundo o “Correio da Manhã”, acabou por revelar-se uma brincadeira.

O mesmo jornal avança que, no domingo, a polícia foi a casa de um irmão do agressor, que continua em fuga.
A investigação está nas mãos da Unidade Nacional de Contra Terrorismo da PJ.

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