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Ainda se lembra dos chafarizes? Do de Sebastião da Pedreira ao de Santa Ana
Chafariz de São Sebastião da Pedreira

Ainda se lembra dos chafarizes? Do de Sebastião da Pedreira ao de Santa Ana

Beatriz Dias Coelho 21/08/2018 15:01

Lisboa é uma cidade recheada de História e de histórias para descobrir, contadas não só pelos monumentos, mas também por cada tua, cada placa toponímica, cada estátua e, claro, os tão esquecidos chafarizes. O i quis recordá-los e, às terças e sextas, reúne-os bairro a bairro. Neste capítulo os escolhidos foram Entrecampos, Avenidas Novas e Mártires da Pátria. 

Chafariz de Entrecampos

Situa-se na Rua de Entrecampos e foi construído em 1851. Assemelha-se, em parte, a um chafariz de que falaremos no próximo capítulo - o do Intendente ou do Desterro, na Rua da Palma. Edificado por vontade camarária, este exemplar destaca-se dos restantes da cidade pelo seu enquadramento: é ladeado por dois painéis de azulejos - colocados mais tarde, só em 1993 - que mostram uma panorâmica do Vale de Entrecampos. De resto, tem um tanque em formato retangular, para o qual vertem duas bicas. Por cima, a inscrição “A Câmara Municipal de Lisboa em 1851”, encimada pelas armas da cidade.

Chafariz de Santa Ana 

O Chafariz de Santa Ana encontra-se, tal como o Chafariz do Largo do Mastro, no Largo do Mastro. Encostado a um muro, tem, ao contrário do outro, um tanque retangular. Três bicas em ferro e ornamentadas com motivos florais vertem água para a bacia. Ao centro exibem-se as armas municipais, com o ano de construção - 1887 - imediatamente por baixo.

Chafariz do Largo do Mastro

Terminado em 1848, o Chafariz do Largo do Mastro não estava inicialmente localizado no Largo do Mastro (Arroios), mas sim em Belém. Contudo, daí saiu em 1940, por causa da Exposição do Mundo Português, e sete anos depois viria então a ocupar a localização onde até hoje pode ser encontrado. Tal como outros na cidade, foi o arquiteto Malaquias Ferreira Leal que o desenhou, e apesar de seguir um esquema que já vimos em alguns, apresenta alguns traços diferenciadores. De planta circular, no centro do tanque deste chafariz ergue-se uma coluna com vários elementos e motivos nos quais vale a pena reparar. Destaque, porém, para os quatro golfinhos com a função de bicas que foram originalmente pensados para um chafariz que nunca veio a sê-lo, o do Campo de Santana.

Chafariz de São Sebastião da Pedreira

Desenhado pelo arquiteto Francisco António Ferreira Cangalhas, é um chafariz de encosto com dois níveis, de traço simples. Ainda assim, levou quatro anos a ser construído: a primeira pedra foi lançada em 1787 e só quatro anos depois, em 1791, começou a correr água nas suas bicas. O nível superior apresenta um tanque retangular alimentado por duas bicas e está ligado ao inferior por duas escadarias laterais, onde outro tanque retangular é alimentado por uma bica. Localizado na rua com o mesmo nome, este chafariz é escasso em elementos decorativos e existem apenas dois, no topo: as armas reais e, por cima, uma esfera.

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