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Ainda se lembra dos chafarizes? Da Junqueira à Boa Hora
Chafariz da Junqueira

Ainda se lembra dos chafarizes? Da Junqueira à Boa Hora

Beatriz Dias Coelho 14/08/2018 15:07

Lisboa é uma cidade recheada de História e histórias para descobrir, contadas não só pelos monumentos, mas também por cada rua, cada placa toponímica, cada estátua e, claro, os tão esquecidos chafarizes. O i quis recordá-los e, às terças e sextas, reúne-os bairro a bairro. Neste capítulo, os escolhidos foram Belém e Ajuda (I parte)

1. Chafariz da Junqueira

Construído em 1821, com traço do arquiteto Honorato José Correia de Macedo e Sá, o Chafariz da Junqueira não se destaca pela sua dimensão - não é tão alto como o Chafariz do Século ou tão comprido como o D’el-Rei -, mas é possivelmente aquele que tem a envolvência mais bonita, ou colorida, pelo menos, graças aos painéis de azulejos em tons de azul e amarelo que decoram as paredes laterais. O tanque curvilíneo e recortado é alimentado por duas bicas ladeadas por duas pilastras que culminam numa esfera armilar. Por cima do tanque, ao centro, uma placa confirma o ano de construção: “AGOAS LIVRES / ANNO DE 1821”. É também conhecido como Chafariz da Cordoaria, uma vez que se situa junto à Cordoaria Nacional.

2. Chafariz da Boa Memória

O chafariz Alcolena ou da Boa Memória apresenta uma estrutura diferente da maioria dos chafarizes da cidade: do tanque retangular e pouco largo parte, ao centro, uma coluna com quatro bicas. Com uma arquitetura relativamente simples, tem também poucos elementos decorativos; ainda assim, vale a pena reparar na sua face frontal, ornamentada por um painel com as armas da cidade. Por baixo, o ano de construção: 1850. O topo deste chafariz, da autoria do arquiteto Possidónio da Silva e situado junto à Igreja da Memória, é rematado por uma urna e uma esfera.

3. Chafariz da Boa Hora

Edificado em 1838, o Chafariz da Boa Hora assemelha-se a outros de encosto espalhados pela cidade. Tem duas bicas que alimentam um tanque retangular, sem especial dimensão, e apresenta no topo as armas da cidade. Por baixo, uma inscrição conta a sua história: está ali graças a um pedido da Junta de Paróquia da Ajuda à rainha D. Maria II, que acedeu e deu ordem para a sua construção.


 

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