20/9/18
 
 
José António Saraiva 13/08/2018
José António Saraiva
Opinião

jose.a.saraiva@newsplex.pt

O pontapé de saída

Neste fim de semana deu-se o pontapé de saída do campeonato nacional. FC Porto e Benfica jogaram em casa contra adversários aproximadamente do mesmo valor e o resultado ao intervalo era o mesmo: 3-0.

E isto não sucedia por acaso. Da parte de Benfica e Porto, queria dizer muita coisa: boas dinâmicas na frente, capacidade para meter muitos jogadores na área, envolvimento constante dos defesas nas ações atacantes. Maxi Pereira, André Almeida, Alex Teles e Grimaldo apareceram com frequência nas imediações da baliza contrária.

Este início de campeonato entusiasmou os adeptos dos dois clubes.

 

As segundas partes destas partidas dariam, porém, indicações opostas. Enquanto o Porto marcou dois golos, o Benfica sofreu-os. Enquanto o Porto confirmou as boas indicações da primeira parte, o Benfica mostrou uma outra face: fragilidade defensiva. Enquanto o Porto continuou a asfixiar o adversário mal perdia a bola, o Benfica começou a deixar o adversário jogar. 

Em conclusão: enquanto o Porto confirmou o poderio do campeonato anterior, o Benfica confirmou todas as dúvidas do campeonato anterior. 

Tudo somado, o Porto marcou cinco golos, falhou outras tantas oportunidades e, que me lembre, não passou por nenhum momento de aflição. O Benfica marcou três golos, não teve muito mais oportunidades, sofreu dois golos e uma bola no poste.

Se ao intervalo as equipas se equivaliam, no fim do jogo, o contraste era flagrante.

 

Entre Porto e Benfica há muitas diferenças. 

O Porto tem uma equipa fortíssima fisicamente, o Benfica está cheio de pesos-leves. 

O Porto tem imensos jogadores de classe no meio-campo -- Herrera, Sérgio Oliveira, Octávio, Óliver Torres, Danilo -, o Benfica tem grandes extremos para dar e vender: Salvio, Cervi, Zivkovic, Rafa.

O Porto joga muito pelo centro do terreno, o Benfica privilegia o jogo pelas alas. 

Quanto ao Sporting, foi feliz neste primeiro duelo. Ganhou ontem ao Moreirense mas, em muitos períodos do jogo, os papéis pareciam invertidos: o pequeno parecia ser o grande, e o grande o pequeno. É muito cedo, contudo, para avaliar o valor desta equipa. O impacto psicológico que muitos daqueles jogadores sofreram nos últimos meses, as saídas de peças importantes, a mudança de treinador, tudo isto lança um grande ponto de interrogação sobre o potencial leonino. 

 

Lá mais para a frente, quando o novo presidente for eleito, quando a ansiedade desaparecer, quando o onze-base ficar estabilizado e os métodos do treinador forem assimilados, se verá o que o Sporting poderá fazer. Se conseguirá intrometer-se na luta pelo título, se disputará o 3.o lugar com o Sporting de Braga.

Para já, Sousa Cintra teve a prenda que merecia pelo excelente trabalho que tem feito. Com o pormenor suplementar de os marcadores dos golos leoninos serem dois jogadores “perdidos” e que ele conseguiu recuperar para o clube. 

 

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