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112. PSP admite as 173 chamadas por atender e reforça equipa

112. PSP admite as 173 chamadas por atender e reforça equipa

Miguel Silva Carlos Diogo Santos 08/08/2018 08:48

PSP começou ontem a chamar pessoas que tinham saído da central Sul do 112 para regressarem. Turnos foram reforçados depois da notícia de que nas próximas madrugadas só estariam 3 elementos a atender meio país

A PSP começou ontem a notificar vários elementos que saíram nos últimos meses da central Sul do 112 para regressarem devido à falta de pessoal. Ao que o i apurou, de um total de oito profissionais, pelo menos quatro já foram notificados. Tal como noticiado ontem, só no último domingo, com o incêndio de Monchique ativo, entre as 16h e os 00h houve 173 chamadas que acabaram por ser desligadas sem que se estabelecesse ligação com os elementos da GNR e da PSP que estão na central – em muitos turnos são entre quatro e seis, longe por isso dos 12 que seriam necessários para uma resposta adequada. Também se revelou que muitas pessoas se queixam aos operadores de ficar entre 15 e 20 minutos à espera para serem atendidas.

Ontem à tarde a PSP emitiu um esclarecimento sobre a notícia em que punha em causa os números e adiantava mesmo que não existia qualquer “caos no funcionamento do número de emergência 112, nem no seu atendimento”. Era ainda referido que “a PSP enquanto entidade supervisora da gestão operacional do 112, [desconhecia] a origem dos dados veiculados pelo jornal i”. Ora, os dados das 173 chamadas revelados pelo i não apenas são verdadeiros como são os que constam dos registos das consolas internas da própria PSP.

Ontem à noite, após nova insistência do i, a PSP acabou por confirmar o que à tarde havia omitido aos jornalistas. O porta-voz daquela polícia, Hugo Palma, esclareceu que as 173 chamadas “foram desligadas por quem as fez antes que os operadores as pudessem atender”.

“Neste número estamos a falar de ligações que duraram breves segundos até outras que estiveram em espera por períodos mais longos. É importante deixar claro que o sistema não ‘desliga’ chamadas”, acrescentou. Na sua notícia de ontem o i em momento algum referiu que era o sistema que desligava as chamadas.

PSP reforça equipa Após notícia Numa altura em que o país está a braços com grandes incêndios, nomeadamente a Sul, estavam escalados para as madrugadas (das 00h às 8h) de hoje, amanhã e sexta feira apenas três elementos, que tinham a missão de atender as chamadas de nove distritos do Sul do país, tal como o i avançou.

Durante o dia de ontem, porém, a PSP, enquanto entidade supervisora da gestão operacional, decidiu chamar para cada turno mais dois elementos que estariam de folga para reforçar esses turnos.

Ainda que a decisão tenha surgido depois da notícia, no esclarecimento feito ontem a PSP omite esse facto e diz que ao contrário do que o i tinha noticiado, não seriam três, mas sim cinco os elementos a fazer estes turnos.

“Não obstante o número de operadores inicialmente previsto não estar ainda completo, a gestão dos mesmos, face ao volume de chamadas normalmente verificadas em cada turno, tem sido adequada, contando sempre com a disponibilidade e profissionalismo dos operadores da PSP e GNR que prestam serviço nos centros operacionais 112”, referiu a PSP em nota.

Questionando a veracidade das queixas de quem usa o 112 sobre os elevados tempos de espera, a PSP acrescentou ontem “que o tempo médio de resposta a chamadas no domingo, dia 05.08.18, foi de 53 segundos e o maior tempo de espera para atendimento foi de 4,5 minutos”.

E justificou também que “mais de 70 % das chamadas feitas para a linha de emergência 112 ou não são emergências ou são chamadas falsas”.

 

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