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Absurdo até para a época

Absurdo até para a época

Karl-Josef Hildenbrand / AFP António Rodrigues 06/08/2018 21:40

Aqui se fala de um jogador que foi contratado para, 11 dias depois, lhe dizerem que, afinal, tinha de se ir embora

A telenovela das transferências de futebol já nos habituou a muitas coisas ao longo dos anos e o caso de Benik Afobe é só mais um a juntar às galeria de bizarrias. Onze dias depois de ter sido contratado pelos Wolves, de Nuno Espírito Santo, para esta temporada na Premier League, o avançado inglês de origem congolesa foi vendido ao Stoke City, que desceu este ano ao Championship, numa mudança que deixou o jogador indignado.

Afobe, que jogou a segunda parte da época passada nos Wolves por empréstimo do Bournemouth, marcando seis golos em 16 jogos e ajudando a equipa do técnico português a sagrar-se campeã da segunda liga do futebol inglês, foi contratado em definitivo no final da temporada por 10 milhões de libras (11,2 milhões de euros).

No entanto, quatro dias depois de ter assinado o seu novo contrato com o Wolverhampton Wanderers, o avançado, que nasceu em Londres e foi internacional inglês pelas camadas jovens mas se estreou em 2017 pela seleção da República Democrática do Congo, veio a saber que, afinal, Nuno Espírito Santo não contava com ele e que iria ser transferido para o Stoke City. E 11 dias depois de se ter mudado em definitivo para os novos primodivisionários, Afobe estava a marchar para os novos secundodivisionários. O Stoke propôs 12 milhões de libras (13,5 milhões de euros) pelo avançado e o Wolves conseguiu assim embolsar dois milhões de libras de lucro enquanto o diabo esfrega um olho.

O que até terá sido um bom negócio para o clube, deixou Afobe indignado: “Foi um desrespeito. Tenho uma filha pequena e a mulher com uma gravidez adiantada. A última coisa de que precisávamos é que andassem a brincar connosco”, contou o jogador, citado pelo site FLW. “Também me causou embaraço em todos os lados onde fui. Os adeptos de futebol perguntavam-me sobre o assunto e tive de andar a justificar-me para não ficar com cara de parvo”, acrescentou o jogador.

O avançado garante que nem sequer havia no contrato de empréstimo entre o Bournemouth e o Wolves, na época anterior, qualquer cláusula que obrigasse os Wanderers a ficarem com o jogador em definitivo por uma determinada verba, como muitas vezes acontece nos contratos de empréstimo. Podiam ter dito “não, obrigado”, explica o jogador, que passou pelos exames médicos, assinou o contrato e pensou que estava tudo encaminhado para fazer uma época vestido de laranja na Premier League. Afinal, vai alinhar de camisola listada na segunda.

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