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O verão segue dentro de instantes... mas com temperaturas normais
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O verão segue dentro de instantes... mas com temperaturas normais

Shutterstock Carlos Diogo Santos 05/08/2018 19:57

Esteve muito quente, choveu, houve trovoada e caiu granizo. O IPMA já tinha dado o alerta, mas muitos ficaram surpreendidos. A partir de amanhã o verão deve voltar ao que sempre foi

Não chegou a ser uma onda de calor – porque não durou seis dias consecutivos – mas foi suficiente para que os portugueses sentissem saudades de algum ar fresco. Nos últimos dias, o país enfrentou temperaturas muito elevadas, tendo o dia de sábado batido um recorde de 18 anos – com os valores médios da temperatura máxima a rondar os 41,6 ºC e os da mínima a fixarem-se nos 23,2 ºC. 
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, às 17h de sábado, os termómetros registavam valores acima dos 45 ºC em 16 das 96 estações de medição que existem no território nacional continental – Lisboa chegou aos 44 ºC.
Mas nas próximas horas as temperaturas vão descer e dentro de dias poucos se lembrarão destas temperaturas tão elevadas – que levaram mesmo o IPMA a emitir avisos vermelhos em 11 dos 8 distritos.
Apesar de o tempo começar a ficar mais frio já a partir de amanhã, o IPMA vai manter os distritos de Portalegre e Castelo Branco com os avisos laranja e vermelho.
E à Lusa, a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera adiantou que na terça feira se registará uma nova descida dos termómetros – temperaturas máximas deverão baixar entre 8 ºC e 10 ºC sobretudo no interior.

Mais mortes 

Desde o início do verão, a 21 de junho, que não se registavam em Portugal tantos mortos como no último sábado. Em regra morrem no país cerca de 300 pessoas, mas no sábado morreram mais de 310 – mas o número ainda não está fechado. Segundo recordou hoje o DN, tratam-se de mais 40 pessoas do que no sábado anterior. O aumento do número de mortos, registado na plataforma onde consta o número de certificados de óbito emitidos diariamente, vai ao encontro das preocupações das autoridades, nomeadamente com os mais novos e os mais velhos.
Alias, o índice que mede o risco de mortalidade provocada pelo calor tem estado muito elevado desde o início da vaga de calor. Ontem, por exemplo, o índice de alerta Ícaro estava no nível 12, num máximo de 16 níveis. 

Um calor estranho

O calor pode ter sido anormal e os portugueses nem sequer se lembrarem de um tempo assim, mas o que mais surpreendeu nos últimos dias foi o facto de as altas temperaturas serem intervaladas com trovoadas e queda de granizo – sobretudo em Albufeira e Vilamoura. Ainda assim, isso já estava previsto.
O IPMA já tinha lançado um alerta para a possibilidade de trovoadas em Portalegre, Beja, Évora e Faro – e nessas circunstâncias não é anormal que possa verificar-se a queda de granizo.
Depois de um início de verão frio, em que o anticiclone dos Açores esteve mais para oeste do que o habitual – quando chega o verão costuma ficar por cima do arquipélago português –, o verão parece agora estar a começar.

 

Onde os termómetros mais subiram no sábado 

-  Alvega (46,8 ºC)
-  Santarém/F. Boa (46,3°C), 
-  Alcácer do Sal (46,2°C), 
-  Coruche e Alvalade do Sado (46,1°C), 
-  Pegões (46,0º), Neves Corvo (45,8°C), 
-  Setúbal (45,5°C), 
-  Évora e Tomar (45,4°C), 
-  Reguengos e Amareleja (45,3°C), 
-  Avis, Viana do Alentejo e Portel (45,2°C), 
-  Mora (45,1°C).

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