18/9/18
 
 
Vítor Rainho 26/02/2018
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

O futebol não pode ser um território sem lei

O mundo do futebol português vive momentos lamentáveis e que se agravarão com o aproximar do final do campeonato nacional.

O mundo do futebol português vive momentos lamentáveis e que se agravarão com o aproximar do final do campeonato nacional. Se, dentro das quatro linhas - melhor ou pior, as coisas vão andando, com mais ou menos polémicas com o VAR, o árbitro do sofá -, os jogadores se esforçam por fazer o melhor que sabem, já nos bastidores e nas ruas de acesso aos estádios muito do que se passa é assustador. 

Mas vamos por partes: em Inglaterra passavam-se cenas deploráveis entre os espetadores que afastavam as famílias dos encontros, deixando espaço para os famosos hooligans, que espalhavam o terror. Foi preciso acontecerem algumas tragédias para o governo britânico tomar medidas drásticas - depois de terem sido afastados das competições europeias - a fim de que tudo voltasse ao desejado: bancadas cheias, com crianças ao colo dos pais e avós. 

Seria, pois, normal que as autoridades portuguesas copiassem o que de bom foi feito e colocassem os arruaceiros dos três principais clubes, e não só, na ordem. É certo que não vestem indumentárias que os identifiquem com os respetivos clubes, mas os rapazes vestidos de preto que atemorizam quem se desloca aos estádios só serão controlados quando forem tomadas medidas concretas. Ou será preciso ocorrer alguma tragédia com vítimas mortais?

Se a violência física pode ser controlada com a prisão diária dessa rapaziada - basta obrigá-los a estarem numa esquadra no período do jogo da sua equipa -, já os dirigentes incendiários e os aprendizes do ofício também necessitam de multas violentas para não instigarem ao ódio e à violência os seus adeptos. Se Bruno de Carvalho e o seu guarda-costas falante são hoje os rostos mais visíveis do veneno desportivo, a verdade é que há muitos outros que os imitam. No FC Porto e no Benfica também os há, só que estão a ser muito mais inteligentes na concretização dos seus objetivos. Deixam o fogo-de--vista para os lados de Alvalade, outrora um clube de elites.

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