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Schulz defende transformação da UE em “Estados Unidos da Europa”

Schulz defende transformação da UE em “Estados Unidos da Europa”

AFP Jornal i 07/12/2017 17:26

Líder do SPD alemão apoia projeto de natureza federalista para a comunidade europeia até 2025 e sugere que os Estados-membros que não estiverem interessados no plano possam abandonar o barco

No arranque do congresso do Partido Social Democrata (SPD) alemão, esta quinta-feira, no qual se decidirá se Martin Schulz tem luz verde para se sentar com Angela Merkel para, ao contrário do que o próprio apregoou durante o último ano, encontrar uma solução de governo que possa desbloquear o impasse político provocado pelo falhanço das conversas entre a União Democrata-Cristã (CDU), a União Social-Cristã (CSU) – “irmã” da CDU na Baviera – os Verdes e o Partido Liberal Democrata (FDP), com vista à constituição de um executivo, o líder social-democrata apresentou um ambicioso plano para o futuro da União Europeia.

No seu discurso inaugural no certame social-democrata, Schulz defendeu uma visão muito próxima da solução federalista. O ex-presidente do parlamento europeu defendeu a transfiguração do atual projeto de integração num compromisso entre os Estados-membros para a  composição dos “Estados Unidos da Europa” até 2025, através da negociação de um novo Tratado Constitucional.

“Este Tratado Constitucional deverá ser apresentado aos Estado-membros e aqueles que não o aprovarem deverão abandonar automaticamente da EU”, sugeriu o líder do SPD, citado pelo Financial Times.

Schulz mostrou-se igualmente aberto à proposta do presidente de França, Emmanuel Macron, que sugere a criação de um cargo de ministro das Finanças europeu e de um orçamento comunitário a todos os integrantes da zona euro. “Não precisamos de uma austeridade europeia imposta, mas de investimentos num orçamento europeu. Queremos uma Europa solidária e não uma [Europa] dos bancos e das multinacionais”, defendeu Schulz.

As bases do SPD vão votar, ainda esta quinta-feira, a autorização ou rejeição das negociações com Merkel, num congresso que apenas terminará no sábado, com a reeleição de Schulz ou com a escolha de um novo líder para o maior partido de centro-esquerda da Alemanha. 

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