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Web Summit. Lisboa volta a ser a capital mundial da tecnologia

Web Summit. Lisboa volta a ser a capital mundial da tecnologia

João Porfírio Magalhães Afonso 06/11/2017 07:48

Durante três dias, mais de 60 mil pessoas de 160 países estão em Lisboa para um evento que já é de referência mundial. Empreendedorismo tecnológico está na base do certame

 

Começa hoje em Lisboa mais uma edição da Web Summit. Pelo segundo ano, a capital portuguesa recebe um dos maiores eventos de tecnologia e empreendedorismo a nível mundial. 

São esperadas mais de 60 mil pessoas de mais de 160 países para um certame que se estende para além da FIL e da Altice Arena, local das conferências e da apresentação das startups que apostam no evento para crescer no mercado. 

No ano passado marcaram presença mais de 1500 destas empresas em início de vendas que se mostraram a quase 1300 investidores. Este ano, a organização estima que participem quase 1600 startups e que o número de investidores também aumente, para perto de 1500. 

Das startups presentes, 270 serão portuguesas, mais 30 do que no ano passado. As milhares de startups são uma das imagens de marca da Web Summit e estão divididas em três classificações: as Alpha, que estão mesmo em início de vida; as Beta, que já têm algum investimento; e as Start, aquelas que apresentam o maior potencial de crescimento.

Entre as dezenas de conferencistas, destaque para o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a comissária europeia Margrethe Vestager, o antigo vice-presidente dos EUA Al Gore e o ex-presidente de França François Hollande. Sara Sampaio, Gary Kasparov ou Garrett McNamara são outros dos nomes mais conhecidos. Para além destes, responsáveis de topo de algumas das principais empresas mundiais de tecnologia e também de outras indústrias, políticos, músicos, atores e ainda robôs - Professor Einstein Robot e Sophia the Robot - são conferencistas nesta edição.

Para além do evento principal há a Sunset Summit e a Night Summit, que se realizam nas ruas, bares e restaurantes de Lisboa. Estas duas cimeiras começam quando fecham as portas da Altice Arena.

A Web Summit foi fundada em 2009 pelos irlandeses Paddy Cosgrave, David Kelly e Daire Hickey. A primeira edição foi em Dublin, como uma conferência onde marcaram presença cerca de 200 pessoas, entre bloggers, jornalistas e pessoas ligadas ao mundo da tecnologia. 

Cresceu de ano para ano, sempre na capital irlandesa, e ainda mesmo antes da última edição na Irlanda, em 2015, a organização comunicou que ia transferir o evento para Lisboa por três anos (2016, 2017 e 2018), com a possibilidade de serem mais duas as edições em Lisboa (2019 e 2020). 

Paddy Cosgrave, líder da Web Summit, explicou na altura que a saída de Dublin se deveu sobretudo à falta de condições, nomeadamente ao nível de infraestruturas, e à fraca qualidade da internet sem fios. 

O evento vai contar com um apoio de 3,9 milhões de euros, 1,3 milhões por ano, dado pelo Turismo de Portugal, Turismo de Lisboa (ATL) e AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal). O presidente do AICEP, que esteve envolvido na organização do evento em Lisboa, tem expetativas “positivas” em relação ao certame deste ano, que considera “mais cosmopolita e global”.

De acordo com Luís Castro Henriques, “há uma tipologia de corporações grandes e elementos-chave com maior presença do que no ano passado e noto também uma presença cada vez mais forte de outras entidades institucionais, que percebem a relevância da visibilidade do evento”.

Notoriedade

A expetativa do responsável é que com a Web Summit “continue a aumentar a notoriedade de Portugal como destino de negócios, como um país sofisticado, orientado para a tecnologia, com uma série de startups competitivas, com talento de topo”. 

Luís Castro Henriques é perentório: “Não tenhamos dúvidas: durante uma semana estaremos nas bocas do mundo e temos de aproveitar isso.” 

Pelo mesmo diapasão afina o Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa concorda que “Portugal está na moda, por boas razões”, e, no seu entender, “a Web Summit foi a primeira a compreender isso”.

“Começou uma mudança na nossa economia, na nossa sociedade, e isso é muito bom para Portugal, é muito bom para o resto do mundo”, declarou o chefe do Estado, que defende que é preciso “fazer tudo” para manter a Web Summit em Portugal.

 

 

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