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O elogio a Salvador Sobral pelo El País

O elogio a Salvador Sobral pelo El País

Jornal i 17/04/2017 13:21

O El País dedica hoje espaço ao cantor que vai representar Portugal no Festival da Eurovisão em Kiev, no dia 9 de Maio. 

O jornal espanhol apresenta Salvador Sobral como um "cantor de jazz" que levará à Ucrânia uma "melodia simples e subtil", escrita pela sua irmã, "a prestigiada compositora Luísa Sobral".

"Já ganhei o Festival" é o título do artigo do El País e pode parecer pretensioso. Mas na verdade Salvador Sobral não se está a anunciar como vencedor da Eurovisão. O cantor sente-se apenas grato por um caminho que já fez do seu álbum 'Excuse Me' um dos mais vendidos.

"O Festival já me ajudou o que tinha de me ajudar, já ganhei com tudo aquilo por que passei", justifica Salvador Sobral ao jornal espanhol.

Como tudo começou

Num tom intimista, Salvador revela ao El País como é que começou a cantar com a irmã nas viagens para o Algarve, que na sua infância ainda duravam quatro horas e davam tempo suficiente para o pai, antiquário de profissão apaixonado pela música, apresentar aos miúdos os clássicos mais jazzísticos.

A experiência do Ídolos - onde entrou para fazer a vontade a uma namorada - fê-lo perceber que o seu mundo não era a Pop e acreditar que o seu futuro não passava pela música. Não fosse o Erasmus em Mallorca e nunca se teria apercebido de que podia mesmo ter uma carreira musical. 

Salvador Sobral conta que começou a cantar em bares para fazer dinheiro, até se convencer de que podia fazer carreira disso e largar o curso de Psicologia. Foi aí que se mudou para Barcelona para estudar Música. A mãe apoiou-o, mas deixou de lhe dar mesadas e o percurso não foi fácil.

A reviravolta veio quando a irmã lhe ligou a dizer que a RTP queria este ano fazer do Festival da Canção um concurso de compositores e que ele podia interpretar uma música dela.

Próximo disco será de boleros em jazz

Salvador sabe que terá de cantar em Kieve a versão que apresentou em Portugal, mas confessa ao El País que, como cantor jazz, prefere ir improvisando e que na promoção de "Amar pelos Dois" se vai divertindo a criar novas formas de cantar a música da irmã Luísa.

Ao El País, faz ainda uma revelação: o seu próximo disco será de boleros em jazz. "É uma dor de cabeça ter tantas facetas: acabarei por ter tantos heterónimos como Fernando Pessoa", diz o músico, que se define como um "inquieto musical".

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