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A revolta de Hamilton num voo onde a Red Bull ganhou asas

A revolta de Hamilton num voo onde a Red Bull ganhou asas

AFP Laura Ramires 04/10/2016 11:01

Ricciardo e Verstappen deram à Red Bull a primeira dobradinha. Hamilton “incendiou” a Mercedes de críticas

O azar de Lewis Hamilton, a 15 voltas do fim, pôs fim às (grandes) probabilidades de vitória do piloto no GP da Malásia, este domingo. O britânico viu-se obrigado a abandonar a prova depois de o motor da Mercedes se ter incendiado, na 41.a volta das 56 do circuito. O tricampeão mundial foi forçado a assistir à vitória de Daniel Ricciardo (australiano), seguido de Max Verstappen (holandês), num pódio fechado pelo seu grande rival Nico Rosberg, companheiro de equipa, que aumentou a vantagem para 23 pontos no Mundial.

No fim, Lewis Hamilton não se poupou nas críticas à fabricante. De cabeça perdida e visivelmente irritado, não se inibiu de cobrar explicações.

“A minha pergunta é para a Mercedes. Alguém não quer que eu vença este ano”, afirmou Hamilton, garantindo que não vai desistir. O piloto britânico reforçou ainda a ideia de considerar a Mercedes culpada pelo desaire ao defender que é “impossível acreditar” que numa prova, com oito carros com motores da Mercedes, não ser concebível a única falha ser no seu carro. “Alguma coisa parece não estar certa”, suspeitou Hamilton, que quer lutar para conseguir o objetivo, cada vez mais complicado, de alcançar o companheiro de equipa – numa altura em que faltam cinco corridas. Parece que a única certeza do piloto britânico – “o grande carro” – vem sempre acompanhado pela grande dúvida do que “poderá acontecer com os motores”. Depois de a Mercedes ter desmentido as teorias da conspiração e cancelado várias das entrevistas pós-prova dadas por Hamilton, o piloto fez questão de deixar uma mensagem na sua página de Facebook a desculpar-se pelo sucedido. O britânico esclareceu que tem “confiança total na sua equipa”, explicando que o discurso foi num momento de “dor indescritível”.

 

Pódio A quarta vitória da carreira de Daniel Ricciardo – e primeira da temporada – e o segundo lugar do holandês Max Verstappen deram à Red Bull a dobradinha, um feito que não era conseguido desde 2013. Nico Rosberg foi uma das surpresas da prova, com um terceiro lugar depois do choque inicial com Verstappen e Vettel (atirado para fora da corrida na primeira volta) que obrigou a uma paragem na box para a mudança de pneu.

 

Ricciardo dedica título O australiano venceu, serviu a bota com champanhe e bebeu. Depois dedicou a vitória ao “competidor e amigo” Jules Bianchi, piloto que morreu em julho de 2015, depois de um acidente sofrido no GP do Japão. Sem títulos há dois anos, Ricciardo já tinha mostrado o desejo de dedicar uma das suas conquistas a Bianchi.

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