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“Gosto de fazer personagens fortes, diferentes, com doenças e até um bocadinho psicóticas, dá-me mais prazer”

“Gosto de fazer personagens fortes, diferentes, com doenças e até um bocadinho psicóticas, dá-me mais prazer”

Diana Tinoco Nuno Ramos de Almeida 12/07/2016 17:03

Sempre quis ser atriz. Confessa que, nesse ato, o sentir é o mais importante no trabalho. Gosta de televisão, mas sempre teve uma paixão pelo teatro de autor

 

Não acredita que haja pessoas totalmente boas ou totalmente más. Para ela, representar é tentar entender o outro. Sai muitas vezes nas revistas, mas tenta ao máximo ignorar essa exposição. Considera-se uma pessoa normal, reivindica para si o título de cidadã preocupada e empenhada. Acha impossível um mundo perfeito, mas quer ensinar à filha valores que lhe permitam melhorar as coisas. E, finalmente, tem nome de mar.

Porque se chama Oceana?

(risos) Porque os meus pais decidiram. A única coisa que sei e digo sempre é que o meu irmão mais velho se chama Atlante. O nome não foi escolhido por causa do oceano Atlântico mas porque, na altura, o meu pai andava muito empolgado com o desaparecimento da Atlântida, o continente perdido, cujos habitantes se chamavam atlantes. E quando eu nasci não havia nenhum nome decidido, e quando o meu pai chegou à maternidade, a minha mãe disse que queria um nome que fosse forte, suave e tranquilo ao mesmo tempo, e o meu pai disse “Oceana”, e assim ficou.

Mas são quantos irmãos?

Somos quatro.

E não há Pacífico, Índico e outros mares?

Não, há o Jonas, que tem que ver com o mar e a lenda, e há a Lusa, que era para ser Musa, mas na altura não era possível.

O que fazem os seus pais?

O meu pai está reformado e a minha mãe tem um restaurante que era de família. A família da minha mãe tinha restaurantes e o meu pai trabalhava em casinos.

Viveu em Tavira até que idade?

Até aos 16. Depois venho para Lisboa. A família do meu pai vivia em Lisboa. Tínhamos cá casa. Também não era um mundo tão distante. Vim porque queria estudar teatro. Na altura havia a Escola de Teatro de Cascais e decidi vir com o apoio dos meus pais.

Foi uma aventura?

Não sinto muito isso. Vinha muito a Lisboa e não me lembro de sentir esse choque de vir de uma cidade pequena para a capital. Lembro-me é de ter muito mais coisas para fazer, de ter de me organizar e demorar muito mais tempo para chegar a algum sítio. Eram essas coisas que me faziam um bocadinho de confusão.

E o seu irmão mais velho estava em Lisboa?

Não, nessa altura ele já estava em Inglaterra a estudar ciências biomédicas.

Fez o curso de teatro e percebeu que era aquilo que queria fazer?

É um bocado estranho, desde pequenina que me lembro de dizer que queria ser atriz. Não pensava noutra coisa, não havia sequer outra hipótese para mim. E não tinha muito que ver com a televisão. Tinha que ver com teatro, que havia muito nos casinos e eu costumava ver acompanhando o meu pai, e vem um bocadinho daí. E era a intenção de querer passar sentimentos, de querer passar alguma coisa. E sempre que tinha oportunidade transformava tudo: fosse uma festa de escola ou um encontro de família, arranjava sempre maneira de fazer um teatrinho e arranjar uma personagem. E começou aí. Não sei se depois se transformou numa determinação orgulhosa de que tem de ser.

Hoje faz muito mais televisão que teatro.

Sim, mas tive muitas experiências de teatro. A primeira coisa que fiz a sério e profissional foi em Braga, no PIF’H, um teatro de intervenção, perto de Monção, Nossa Senhora dos Milagres. E foi muito bonito, foi uma coisa em conjunto com todas as pessoas da aldeia. Reconstituímos a lenda da Nossa Senhora dos Milagres.

E chamava-se de intervenção?

Porque o público participava. O público acompanha todo o percurso dos atores e toda a história em si. É óbvio que há sempre atores preparados para serem guias, caso seja necessário, para guiar o público para onde se deve dirigir e olhar.

E a experiência mais intensa de que se lembra em teatro?

Existiram várias de que gostei imenso, da “Bailarina”, do “Mundo Submerso” do Gary Owen, com Rúben Gomes, o Guilherme Barroso e encenação de Pedro Marques. Os “Três Atores à Espera de Um Papel” também foi muito interessante sobretudo pela digressão que nos levou a Angola, perante um público tão surpreendentemente recetivo e tão bom. Adorei trabalhar com o João Cabral e o Ângelo Torres.

É muito diferente fazer teatro e televisão?

É muito diferente, mas gosto das duas coisas. Sinto, muitas vezes, muita falta de fazer teatro. Agora fiz uma peça, o “Alô, Alô”, um papel mais pequeno. Foi uma fase em que devia estar parada, pois tinha sido operada ao joelho, mas decidi, como era uma personagem mais pequena, fazer na mesma.

Tinha que ver com a série?

Sim, era escrita pelos autores da série, os direitos foram comprados e refizemos. Eu fazia de Michelle e passava o tempo a dizer: “Só digo isto uma vez.” Foi uma experiência gira, teatro mais comercial, algo que nunca tinha feito. Faço mais teatro de autor, coisas para menos público.

É engraçado porque aquilo que marca a sua imagem são as novelas, que são comerciais...

É, estive na direção da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, com o José Boavida, uns anos, ainda ganhei uma medalha, das jovens mães intervenientes na cultura em Portugal. São coisas que não se sabem. Também não ando a mostrar isso, são coisas que gosto de fazer. Mas é verdade que a televisão dá outra exposição, transmite uma imagem nossa que, muitas vezes, não corresponde ao que somos, mas não controlamos isso.

A Oceana é uma pessoa mais empenhada política e socialmente do que a sua imagem na televisão?

Sou, claro que sim. Mas há pessoas que tentam mostrar muito o que pensam, eu não. Importa-me o meu papel enquanto cidadã comum na sociedade e transmitir sobretudo aos meus amigos, colegas e família os meus valores e convicções. Não sinto que tenha de provar nada a ninguém. Houve alturas que dizia, “tenho de fazer isto para que me deem valor”, mas chegou uma altura em que disse assim, “sou aquilo que sou, não tenho de provar nada a ninguém, nem falar de mim mais do que me apetece a não ser com as pessoas que me dizem algo”. A televisão é o meu trabalho e tenho de lidar com a minha imagem da melhor maneira possível.

Se tivesse de explicar à sua filha Francisca como devia ser um mundo melhor, o que lhe diria?

Tanta coisa para mudar para melhor... Não acredito na perfeição, penso que o mundo nunca será perfeito. Todas as conversas que temos sobre guerras, políticas e dinheiros passam um pouco por ser difícil imaginar um mundo perfeito, a humanidade nunca o conseguiria concretizar. Tento transmitir-lhe valores pessoais para que esteja neste mundo da melhor forma, para estar de consciência tranquila com ela e com os outros. Sozinhos não podemos mudar o mundo.

Os “Morangos com Açúcar” são a primeira coisa importante que fez na televisão?

Sim, tinha feito algumas participações e publicidades, mas foi a primeira participação importante que fiz. Nem tinha experiência da parte técnica televisiva. Na altura não se dava o lado televisivo nas escolas de atores, hoje em dia já há mais formação sobre técnicas televisivas, o que é muito importante para os atores.

Como foi aterrar nos “Morangos com Açúcar”?

Foi uma aventura. Tinha sido mãe há muito pouco tempo, convidaram-me para fazer o casting. Fui, a personagem era para durar só três meses e gravar uma ou duas vezes por semana, e de repente gravo imenso e a personagem prolongou-se, mas foi giro. Tenho boas recordações, principalmente tive bons diretores de atores e uma diretora de projeto, a Patrícia Sequeira, de quem gostei imenso e com quem continuo a trabalhar. Aprendi muito. Lembro-me de que, no início, não tinha muita noção dos planos e das câmaras, e na televisão é tudo muito rápido. Não dá para pararmos para estar a perceber tudo isso.

Acaba por ser uma fábrica?

Depende do personagem e da carga das gravações, pode ser muito duro, mas acabamos por aprender e usufruir dos tempos em que podemos estudar e aproveitar. Eu gosto do ritmo televisivo. É óbvio que, quando ganhamos esse ritmo e depois se para, às vezes é muito duro, porque são muitas horas dedicadas àquele projeto.

Estava a dizer que a sua personagem nos “Morangos” era para ficar um par de meses e ficou muito mais tempo. Há uma aferição da popularidade que ganham os personagens?

Isso depende de canal para canal, mas naquele caso não sei. Acho que também contribuiu o facto de eu estar a fazer um bom trabalho (risos) dentro daquilo que me era pedido, e eu divertia-me muito com aquela personagem. Não tinha nada que ver comigo, a Carla [nome da personagem] era uma rapariga muito mimada e um bocadinho cómica. Lembro-me, como não tinha nenhuma intenção de continuar na televisão e estava muito focada em ser mãe, que também tinha uma espontaneidade muito maior. No início, ainda tinha alguma dificuldade em perceber a parte técnica e como funcionar com as câmaras. No início passava o tempo todo a representar, só depois é que percebi que não valia a pena estar a sofrer o tempo todo se a câmara não estivesse lá. Tudo isto é um processo de aprendizagem.

De alguma forma, marcou uma geração de atores?

Criou uma geração e lançou muita gente, e destes ficaram aqueles que se dedicaram e trabalham bem. Não vale a pena só ter uma imagem e querer aparecer. É óbvio que algumas boas pessoas se perderam pelo caminho, mas os que ficaram tiveram de se esforçar, dedicar-se e ver outras coisas, e acreditavam nessa carreira. Antes havia muito o estigma dos atores que faziam os “Morangos”, de quem se dizia que eram apenas modelos. No meu caso não era, nunca tive nada a ver, nunca fui modelo na vida. Se calhar houve uma fase conturbada em que nós levámos este peso às costas e tivemos de provar mais, para nos darem valor. Hoje em dia, acho que já não existe, há grande atores que fizeram “Morangos”. Portugal é um país tão pequeno que, para trabalharmos e alimentarmos uma casa, temos de fazer um bocadinho de tudo. Infelizmente, não podemos só viver do teatro ou da ideologia de passarmos boas mensagens.

Como é que, depois dos “Morangos”, foi passar à Guilherme Cossoul?

Queria encenar um espetáculo infantil e andava à procura de um espaço, e falaram-me da Guilherme Cossoul. Fui lá e achei o espaço acolhedor e intimista, e comecei a fazer espetáculos. Fiz o espetáculo para crianças e muitos outros: uns encenados pelo José Boavida, outros pelo Pedro Laginha, Filipe La Rue, e eu encenei alguns.

É bom encenar?

Gosto. Não tenho essa pretensão. Foram sempre coisas pequenas, mas com muito prazer e uma grande entrega. E disso tenho saudades, mas chegou a uma altura em que percebi: “Ok, eu preciso mesmo de ganhar dinheiro.” As digressões foram cada vez mais difíceis. As câmaras deixaram de comprar espetáculos e aí tornou-se mais complicado.

Mas é uma coisa que voltaria a fazer?

Agora estou com o projeto de uma encenação conjunta, gosto mas não tenho essa pretensão. Apetece-me mais ser encenada e ter novos desafios.

Fez alguns filmes. Não gostaria de passar para o outro lado da câmara e realizar?

Gosto de todas as áreas que têm que ver com esta profissão, não há nenhuma que despreze. Se me convidarem e se for um projeto em que eu acredite, faria qualquer uma das áreas o melhor que soubesse, sempre pedindo ajuda.

Das coisas que vê de fora, há alguma coisa que gostaria de fazer?

Gostaria de fazer séries e filmes, mas consigo perceber a razão por que é tão difícil fazer estes projetos em Portugal. Talvez um dia se consiga, tudo depende do investimento. Temos muitos realizadores, técnicos e gente de qualidade, falta-nos dinheiro para ter tempo para fazer coisas com uma grande qualidade.

Em cinema fez “O Pátio das Cantigas” e que mais?

Não fiz assim tanta coisa. Fiz, para além desse, um alternativo e algumas curtas. A curta que eu gostei mais de fazer foi “O Cheiro das Velas”. Era a história de duas irmãs: uma delas gostava de mulheres, eram filhas de pais diferentes com uma mãe psicóloga, e existia ali um poder da mais velha sobre a mais nova, e tudo é passado no dia de aniversário da mãe. Percebe-se o facto de uma ter uma vida “normal”, casada e com filhos, e existir ali uma paixão secreta de uma irmã pela outra que se revela durante o filme, de uma forma muito natural. Não é uma paixão para se concretizar, mas para conseguir passar aqueles sentimentos e aquelas coisas que podemos pensar e nunca diríamos, por serem criticadas pela sociedade...

Como consegue dar essa intensidade toda numa curta?

Acho que tem muito que ver com a realização e com a entrega da equipa toda, e acreditar muito. Às vezes nem é preciso falar, basta o silêncio, um plano bem feito e a personagem estar lá. Acredito muito em sentir as coisas. É óbvio que a técnica é importante, mas gosto de chegar lá e estar a sentir, não ter barreiras que quebrem isso.

Como faz isso? Identifica-se com a personagem?

Normalmente estudo a personagem, faço um percurso mental do que foi antes, do que é e do que será depois. E aí vou buscar uma data de sentimentos que me enriqueçam para aquele momento e me façam acreditar que aquela personagem existe. Aquilo que me fascina na profissão não é fazer personagens que tecnicamente estejam bem para a câmara, mas é senti-las e vivenciá-las. Depois é preciso conseguir passar isso para os espetadores, mas nem sempre isso é evidente.

Há uma espécie de transfiguração do ator?

É possível ficar diferente, depende muito de ator para ator, cada um tem o seu método. Há tantos caminhos para isso: há uns que precisam de se concentrar imenso, há outros que não se concentram nada, chegam e fazem de uma forma fantástica. Depende muito.

Qual é o ator que a impressionou mais?

Gosto de muitos atores, gosto do Miguel Moreira, do Miguel Borges, e ainda vamos só nos miguéis... Há tantas atrizes e atores bons, estar a dizer nomes é um bocadinho injusto.

E para não ferir suscetibilidades, atores com quem não tenha trabalhado (risos)?

Podemos ir para o Toni Ramos, então...

Por causa da penugem?

Não, mesmo porque acho que ele é um grande ator. Existem muitos. Acima de tudo, aquilo que mais desejo é ter colegas que me deem muito para eu fazer ainda mais e estar sempre a aprender.

Não acha que acaba por ter pouco tempo para não representar? O lado pessoal da vida parece que está numa montra.

Não está. É completamente normal.

Não a chateiam as revistas?

Já não ligo. Não sei, houve uma altura em que pensava na imagem, não queria que as pessoas tivessem uma imagem errada de mim. Ninguém tem uma vida perfeita, todos temos amores e desamores. Coisas muito boas, coisas más. Para quê ligar a isso? Essas revistas vendem mas eu não controlo essa parte. Tenho uma vida supernormal, com amigos e gente normal. E aprendi a viver assim, não ligo mesmo.

Mas não houve um início em que era importante aparecer e depois a coisa descontrolou-se?

No início, nos “Morangos com Açúcar”, nem reparava. A Francisca tinha nascido há pouco tempo e eu estava muito dedicada a ser mãe. Houve uma fase, depois, em que percebi que também é necessário promover e dar entrevistas, faz tudo parte do trabalho. Antes disso só pensava, quando estava na Guilherme Cossoul, em provar as coisas na prática e não pela imagem, mas é tudo um trabalho conjunto: promover ajuda a que haja público. Desde que não vá contra os meus princípios, está tudo bem.

O que é ir contra os princípios?

É não ser eu própria. Dizer coisas com que não me identifico ou ir a um sítio falar de assuntos que não me apeteça: não falo, fico calada. Se não me diz nada, não faço. Cada vez mais digo “não quero” e “não me apetece”.

Ainda joga basquetebol com as colegas?

Não, este ano estou a recuperar o joelho. Mas espero voltar. Nós criámos este grupo quando estávamos a filmar a novela “Rosa Fogo”, e na altura pensei, não temos tempo de ir ao ginásio, vamos fazer uma equipa desportiva. E uni-me com a Inês Castelo Branco e outras e fomos ver o que fazíamos: havia umas raparigas que queriam voleibol, eu queria andebol porque joguei andebol em Tavira, e ficámos a meio caminho, no basquetebol. Não percebia muito do básquete, mas disse: “Vamos lá, o que importa é o desporto”. E dura há mais de cinco anos.

Já marca cestos?

Hoje em dia marco, já jogo muito melhor. Temos dois treinadores que são fantásticos, são jogadores de basquetebol e têm uma paciência infinita para nós. É fantástico, naquele momento só pensamos no jogo, não é como ir para um ginásio e pensar: “Estou aqui a correr e a fazer um exercício.” É um desporto coletivo, é giro.

A nova novela da SIC começa quando?

Em setembro, já começámos a gravar, mas não posso falar muito dela (risos).

Presume-se que não faça de homem.

Até seria engraçado, era uma experiência muito diferente, mas não, não é desta vez.

Mas prefere fazer de pessoas boas ou más?

Acho que não existem pessoas boas nem más. Se queremos passar realidade na ficção, não existe um bom 100% bom e um mau 100% mau. Um mau, se não for um grande psicopata - e aí entra no campo da doença -, todo o ser humano tem sempre os dois lados.

Mas tem mais graça fazer de Madre Teresa de Calcutá?

É mais chato, mas não é menos nem mais. Confesso que em televisão nunca tive essa oportunidade. No teatro gosto de personagens diferentes, fortes, com doenças, um bocadinho psicóticas, dá--me mais prazer. Lembro-me, por exemplo, de um monólogo em que fazia de anorética, que era um texto muito forte. Fiz também uma mulher grávida com uma certa idade que estava prestes a suicidar-se, que o filho lhe dizia, dentro da barriga, que ela era velha e que não ia ser uma boa mãe, e percebe-se que esse diálogo espelha todos os seus medos. Gosto de papéis com desequilíbrio, em que as pessoas passam um pouco a normalidade. Aliás, todos temos, à nossa maneira, esses desequilíbrios. Psicologicamente é muito desafiante tentar perceber o que se passa na cabeça dessas pessoas e sentir o que as leva a reagir.

E sente-se?

Sente-se. Conseguimos sentir. É duro, mas gosto dessa dureza. Gosto de entrar em palco e desligar, e de perceber esse mundo e pessoas assim. E entender que a sociedade é cruel. Temos cada vez mais pessoas depressivas e com níveis de ansiedade muito grandes, e vive-se a fingir que está tudo bem. Vivemos numa era em que a velocidade de comunicação é enorme, as tecnologias rodeiam o planeta, e esquecemo-nos de que há cada vez mais gente sozinha numa era em que há redes sociais por todo o lado.

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