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Vítor Rainho 01/06/2016
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Em defesa dos 150 km hora nas auto-estradas

A carta por pontos entrou finalmente em vigor com aplausos generalizados. A medida mais não é do que a criação de um cadastro onde todas as infrações vão sendo registadas, sendo certo que se perderá a carta quando se esgotarem os créditos, obrigando os condutores a fazerem novos exames para readquirirem o título que os habilitará a conduzir de novo. 

Uma das infrações mais graves e penalizadoras diz respeito ao excesso de velocidade, o que torna o cadastro um sorvedouro de pontos. Sabendo-se que as autoridades andam sempre à caça de multas, é natural que muito boa gente vá ficar sem carta por infrações menores. Já não falando nas artérias mais rápidas das principais cidades, que são armadilhas a céu aberto – alguém anda na Infante D. Henrique, em Lisboa, a 50 km hora? –, o que dizer das auto-estradas? É aceitável que sendo os carros e as estradas muito mais seguras do que eram há cinquenta anos se mantenha o limite de velocidade? Por que razão não se aumenta o limite máximo para 150? Faz algum sentido manterem-se os atuais 120? 

É óbvio que não e nenhum partido tem coragem para o dizer, e aqui nota-se o medo que alguns partidos de direita têm de assumir questões fraturantes. Os partidos de esquerda, e bem, defendem a alteração de mentalidades em questões como o aborto, o casamento gay, a eutanásia, a legalização das drogas leves, etc., então por que razão o CDS ou o PSD não hão de defender o aumento de velocidade nas auto-estradas, já que se sabe perfeitamente que são muito poucos os que cumprem tais limites?

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