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Vanessa apaixonada pelo Presidente jornalista

Vanessa apaixonada pelo Presidente jornalista

Ana Sá Lopes 19/04/2016 23:36

A Vanessa insiste que vai casar com Marcelo Rebelo de Sousa. Ficou particularmente deleitada com o facto do Presidente da República insistir em acumular funções com o de jornalista, uma das suas primeiras profissões, e de continuar a dar notícias em primeira mão

Vanessa insiste que vai conseguir casar com o Presidente da República. Todas as amigas delas, a começar por mim, já a avisaram que Marcelo não é “o homem certo”. E nem sequer está disponível. É um empreendimento inútil. Se, por alguma razão, neste momento não previsível, Marcelo decidisse casar durante o seu mandato em Belém, iria fazê-lo com a namorada Rita Amaral Cabral e não com a Vanessa. Ela não tem a mínima hipótese, mas não se conforma.

- Viste-o esta semana em Estrasburgo?

A Vanessa tinha ficado num estado de deleite máximo ao ver na televisão a passagem do Presidente por uma das capitais do império, Estrasburgo. Para lá da simpatia generalizada que Marcelo mostrou aos eurodeputados portugueses, o que mais encantou a Vanessa foi o facto do Presidente ter regressado novamente, em plena viagem oficial, à sua profissão de jornalista e de comentador. Já não se faziam Presidentes assim há muito tempo. Até Mário Soares era um poço de institucionalidade.

Claro que sempre houve “fontes de Belém”, umas mais desajeitadas do que outras, nas casas civis de todos os Presidentes da República. Mas a glória do momento é que desta vez a fonte de Belém não era anónima: Marcelo acumulava o cargo de Presidente com o de “fonte de Belém” com tanta intensidade que anunciava notícias de chofre como se ainda estivesse na TVI.

- Mas já viste como ele estava fofinho a anunciar a ida da eurodeputada Elisa Ferreira para o Banco de Portugal?

A pergunta da Vanessa era retórica. O Marcelo, para ela, estava sempre “fofinho”. A política dos afetos comprovou-se ser um sucesso de ordem tal que a Vanessa começou  a sentir este obnóxio afeto pelo Presidente da República que a fazia querer nada mais nada menos casar com Marcelo.

- Mas não achas giro que ele seja Presidente da República e continue a dar notícias? Só uma personagem excecional faria isto. Conseguir acumular o trabalho de chefe de Estado com o de jornalista? E dar notícias em primeira mão? Marques Mendes faz isso, mas não é chefe de Estado. Tem muito menos trabalho!

A expressão “Marcelo tinha surpreendido tudo e todos” deveria ser a partir de agora banida do léxico jornalístico. Como na regra do homem que mordeu o cão, notícia será quando Marcelo não surpreender ninguém.

E mesmo assim a notícia da ida de Elisa Ferreira para o Banco de Portugal tinha sido dada, como escreveu um jornalista presente no local, “de forma contida”.

É verdade que Marcelo deu a notícia de forma enrolada, mas deu-a: “Isto o mundo é pequeno, estava eu a falar de instituições financeiras, e acontece, quem sabe, se não haverá aqui [Parlamento Europeu] perdas - enfim, relativas, porque há enriquecimentos noutras áreas -, de quem em qualquer caso tem posição muito útil para continuar a fazer a ponte com as instituições financeiras, no domínio financeiro”.

O meu “eu” institucional achou a coisa demais. A Vanessa que é o oposto de mim, viu ali mais uma razão para estruturar a sua campanha para se tornar mulher de Marcelo Rebelo de Sousa.

- Eu sei que o Marcelo não é sexy como o Obama, mas tem ali qualquer coisa. Nós gostamos sempre dos homens que nos fazem rir, não é? E na nossa idade acho que humor e afeto são os ingredientes de um bom casamento. Para te ser completamente sincera, também gostava de fazer aquelas viagens todas, ter uma cabeleireira, carregadores de bagagem, estás a ver?

- Vanessa, isso é um casamento por interesse! Afinal o que queres é ter as mordomias de mulher de PR!

- Não, eu quero tudo. O Marcelo, as mordomias e as notícias em primeira mão.

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