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Autárquicas. Adolfo Mesquita Nunes é hipótese para a Câmara de Lisboa

Autárquicas. Adolfo Mesquita Nunes é hipótese para a Câmara de Lisboa

Margarida Davim 06/04/2016 15:12

O nome do ex-secretário de Estado do Turismo pode ser uma alternativa a uma candidatura de Assunção Cristas, que deve ficar livre para se afirmar como candidata a primeira-ministra

Adolfo Mesquita Nunes é o homem de quem se fala no CDS como hipótese para uma candidatura à Câmara de Lisboa. Assunção Cristas ainda é uma possibilidade e o assunto está longe de estar fechado. Mas depois de ser quase dado como certo que a líder centrista avançaria para a corrida à principal autarquia do país, o nome do ex-secretário de Estado do Turismo está a ser ponderado por Cristas.

Muito próximo de Paulo Portas, com provas dadas no Ministério da Economia e um currículo que inclui uma passagem pela Câmara de Lisboa - foi assessor do vereador do CDS Pedro Feist entre 2002 e 2003 -, Adolfo Mesquita Nunes é visto como uma boa hipótese para Lisboa.

Se a passagem pelo município faz com que já conheça o funcionamento da máquina de Lisboa, a experiência no turismo, o setor que mais tem crescido e contribuído para a economia da cidade, é um dos pontos mais fortes de uma campanha para a câmara protagonizada por um dos jovens centristas que Assunção Cristas puxou para a vice-presidência no último Congresso.

Contactado pelo i, Adolfo Mesquita Nunes recusa fazer qualquer comentário sobre o assunto. Mas o i sabe que é uma hipótese que o ex-governante está a estudar e não descarta.

Mesquita Nunes optou por não fazer parte das listas para as últimas legislativas, mas as coisas podem ser diferentes no caso de uma candidatura à Câmara de Lisboa.

“É um assunto que está em processo de decisão. Mas neste momento estão os dois nomes em cima da mesa”, assume ao i uma fonte da direção centrista, explicando que há vários fatores a ponderar, entre os quais a vontade de Adolfo Mesquita Nunes e a de Assunção Cristas.

Prós e contras de Cristas Na direção do CDS pesam-se agora os prós e os contras da candidatura da líder à Câmara de Lisboa, com o partido a evitar comentar em on quaisquer nomes para evitar o “rodízio” de candidatos a que se tem assistido no PSD.

Ao avançar, Assunção Cristas teria a vantagem de provar a sua força eleitoral e de ganhar palco mediático, ao mesmo tempo que se mostrava disponível para o combate num dos desafios mais difíceis do calendário eleitoral: as autárquicas em Lisboa.

Mas há muitas razões para Assunção não correr esse risco. “O calendário político aconselha prudência”, aponta uma fonte centrista. É que este ciclo político está longe de ser estável e as legislativas podem acontecer virtualmente a qualquer altura. Por isso, Assunção Cristas precisa de se afirmar como candidata a primeira-ministra, mais do que estar envolvida na luta autárquica - muito mais depois de ter anunciado no congresso do CDS em Gondomar que o seu objetivo é fazer o partido crescer e ser visto como uma alternativa de poder.

Nessa perspetiva, a Câmara de Lisboa podia ser uma distração e fazer Cristas passar pelo mesmo que levou Paulo Portas a colar cartazes pela capital com a frase “Eu fico”, para rapidamente abandonar o lugar de vereador na autarquia.

Coligação à vista? Ao i, o presidente da concelhia de Lisboa, João Gonçalves Pereira, recusa comentar qualquer nome, sublinhando que este é um “tempo de diálogo e ponderação”.

Gonçalves Pereira sublinha, de resto, que ao contrário do que se chegou a avançar na imprensa, nem o nome de Assunção Cristas alguma vez esteve fechado nem o CDS chegou a afastar a hipótese de concorrer a Lisboa coligado com o PSD. “Os partidos devem manter os canais de diálogo”, frisa o líder da concelhia lisboeta.

O que João Gonçalves Pereira assegura é não ter pressa para decidir o candidato e o modelo de candidatura, a mais de um ano das eleições. “Ainda há espaço e tempo. Não há nenhuma pressa”, garante.

De resto, tanto no PSD como no CDS, a hipótese de Fernando Medina contar com o apoio do PCP e do BE faz com que se pondere uma aliança à direita. “Se houver uma reedição da geringonça na Câmara de Lisboa, passa a ser importante uma coligação com o CDS”, comenta uma fonte do PSD/Lisboa.

“Se houver um nome muito forte como candidato do PSD, faz sentido que haja uma candidatura conjunta”, admite uma fonte da direção do CDS.

Gonçalves Pereira já tinha, aliás, em entrevista ao i na semana passada, alertado para as conclusões precipitadas que viam, nas declarações de Cristas no congresso do CDS, o assumir de uma candidatura da própria a Lisboa.

“O que disse a líder do meu partido foi: ‘Devemos ter a coragem de enfrentar desafios exigentes e, por esse motivo, proporei que o CDS apresente à Câmara Municipal de Lisboa uma candidatura forte, ambiciosa e mobilizadora.’ Não vejo aqui uma declaração de candidatura, em coligação ou não, sequer. O que vejo é o assumir de que a direção do CDS define como prioridade a recuperação da maior autarquia do país”, apontava ao i o responsável pelo CDS/Lisboa.

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