19/6/19
 
 
Sebastião Bugalho 28/03/2016
Sebastião Bugalho

opiniao@newsplex.pt

A esquerda e as tragédias de conveniência

 O debate iniciou-se com a malta do aparelho que gosta de se sentir patriota contra a "espanholização da banca", assim como - curiosamente, em ano de véspera para as eleições autárquicas - Rui Moreira decidiu reclamar com os voos que a TAP cancelava na sua cidade do Porto.

O outro lado da discussão dividiu-se entre quem prefere o domínio espanhol à mais que reprovada elite portuguesa e os que preferem Espanha ao capital oriundo de países ditatoriais como Angola e China.

É algo triste ver como a esquerda que se fez tão solidária com Luaty Beirão seja a mesma esquerda que baixa agora a cabeça perante um Primeiro-Ministro que decide encontrar-se com Isabel dos Santos para discutir negócios. É o Luaty que foi esta semana condenado a cinco anos e seis meses de prisão por ter lido um livro que o pai de Isabel dos Santos não quer que os angolanos leiam. Mas que interessa isso para uma esquerda que já se encontra a governar? Nada.

Acho que devíamos pedir à Comissão Europeia para ir além da "espanholização" da nossa banca. Devíamos pedir um desportuguesar da nossa política e, já agora, meter António Costa num bote rumo a Luanda - aposto que Merkel adoraria a ideia.

A "espanholização da banca", tal como Luaty Beirão, o Syriza e a TAP, não passam de tragédias de conveniência para cobrir coisas como os militantes socialistas que substituíram as direções de centros de emprego, os milhões de euros dos contribuintes oferecidos aos taxistas ou qualquer outro brinde deste governo PS. Não são os autoproclamados "interesses nacionais"; são somente interesses partidários.

No fundo, foi nisso que se tornou a República Portuguesa. Na causa de conveniência maior do Partido Socialista. E aí está uma independência que precisa de ser restaurada. 

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