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Atlântida. Navio recusado pelos Açores navega como cruzeiro norueguês a partir de maio

Atlântida. Navio recusado pelos Açores navega como cruzeiro norueguês a partir de maio

DR Mariana Madrinha 08/03/2016 18:44

Lembra-se do navio Atlântida, produzido nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e recusado pelo Governo Regional dos Açores? 

Depois de os interiores terem sido remodelados, é agora um dos navios de cruzeiro da Hurtigruten, uma companhia de navegação norueguesa que também detém uma frota turística. O navio começa a operar daqui a três meses, em maio de 2016.

A embarcação, construída por encomenda pelo governo Regional dos Açores e avaliada em 50 milhões de euros, foi o epicentro de um processo polémico após a empresa pública que o encomendou, a Atlânticoline, se   ter recusado a recebê-lo. O ferryboat, com capacidade para receber 750 passageiros, acabou por nunca chegar a este arquipélago. Na base da recusa, os responsáveis açorianos alegaram que o navio não cumpria as exigências no caderno de encargos, nomeadamente na velocidade máxima de nós. A diferença na velocidade era de cerca de dois nós.

Após um processo que opôs em tribunal a Atlânticoline e os ENVC, o navio acabou por ser vendido à empresa Douro Azul em setembro de 2014 por 8,75 milhões de euros. Apenas três meses depois, a empresa comunicou a intenção de revender o ferryboat. Cinco meses mais tarde, o negócio foi consumado por 17 milhões de euros, sensivelmente o dobro  do que tinha custado.

Agora, o Atlântida chama-se MS Spitsbergen e navega na costa norueguesa: as imagens  falam por si. Com duzentas camas e capacidade para 320 passageiros, o ex-Atlântida é descrito pela empresa que o detém como “moderno” e  “amigo do ambiente”.

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