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Mau tempo. Prejuízos na agricultura podem ir até aos 20 milhões de euros

Mau tempo. Prejuízos na agricultura podem ir até aos 20 milhões de euros

DR Sofia Martins Santos 17/02/2016 20:20

Ministro Capoulas Santos sublinha que o levantamento dos danos ainda não está concluído mas promete que os apoios vão surgir a curto prazo

O mau tempo que se fez sentir durante o fim de semana passado provocou danos que ainda não estão totalmente contabilizados. Um dos setores mais afetados foi, mais uma vez, a agricultura. De acordo com o ministro desta pasta, Capoulas Santos, a região do Douro é a “mais afetada pelas intempéries”, mas há também situações reportadas no Baixo Mondego e Viana do Castelo. Os prejuízos podem ir dos “10 aos 20 milhões de euros”.

A avaliação ainda está a ser feita e o levantamento, que está a ser realizado pelo ministério, câmaras e organizações, não está ainda concluído.

“Ainda estamos a avaliar todos os prejuízos, mas são imensos. De qualquer forma, há uma frente de trabalho comum para fazer este levantamento, até porque queremos impedir que haja aproveitamentos”, explica ao i Capoulas Santos, que visitou ontem as vinhas afetadas pelo mau tempo no concelho de Santa Marta de Penaguião.

Durante a viagem, o ministro não escondeu estar “impressionado” com o cenário de destruição que encontrou e anunciou apoios à reconstrução dos muros que foram destruídos e ainda à replantação das vinhas - apoios que podem ir até “85% de financiamento a fundo perdido”.

Para o ministro, é importante que o levantamento “rigoroso” fique concluído dentro de um mês. Depois segue-se a fase da abertura de candidaturas aos fundos comunitários.

Para o responsável pela pasta da Agricultura, o desejável é que dentro de três meses esteja concluída a fase de aprovação de candidaturas já que, depois, ainda é necessário somar o tempo para fazer as obras.

Douro preocupa A região do Douro é uma das zonas mais afetadas, até porque foi das que mais sofreram com uma precipitação “anormalmente elevada”, explica o ministro da Agricultura, para quem é “necessário corrigir os erros para evitar situações futuras”.

Grande parte dos estragos provocados pelo mau tempo tiveram lugar em vinhas novas que foram recentemente intervencionadas, como explica João Diniz, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Para o representante desta organização, as medidas anunciadas “não chegam”: “Devia existir uma medida excecional porque a situação, também ela, é excecional”, adverte, acrescentando algumas preocupações como a falta de meios do Ministério da Agricultura, a falta de dinheiro sentida por quem teve de intervencionar recentemente algumas vinhas, a morosidade do processo e ainda a falta de avaliação dos estragos em zonas como o Baixo Mondego.

Portugal em alerta O mau tempo causou vários estragos um pouco por todo o país. Durante o fim de semana, vários distritos estiveram em alerta vermelho. Desde sexta-feira à noite e até às 8h00 de segunda-feira, a Autoridade Nacional de Proteção Civil registou 2617 ocorrências em todo o país, devido ao mau tempo que se fez sentir. Estima-se que os distritos mais afetados durante os três dias tenham sido Coimbra, Porto, Aveiro e Braga.

A maioria das ocorrências está relacionada com inundações, deslizamentos de terras e quedas de árvores e de infraestruturas. O mau tempo provocou ainda prejuízos elevados em habitações e culturas agrícolas.

No balanço final, feito pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, regista-se ainda a morte de um ciclista que foi arrastado pela força das águas em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro.

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