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PSP. Esquadra sem caldeira obriga agentes a aquecer água em panelas

PSP. Esquadra sem caldeira obriga agentes a aquecer água em panelas

José Sérgio Pedro Rainho 16/12/2015 12:04

Equipamento está avariado há dois meses. Por falta de verbas da divisão, os elementos da esquadra improvisam soluções para garantir actividade.

A esquadra da PSP de Rio de Mouro, no concelho de Sintra, está há cerca de dois meses sem água quente. A situação tem obrigado os agentes a alguma ginástica para garantir a actividade normal – aquecer água em panelas foi uma das soluções – e está a gerar incómodo entre os elementos destacados para a esquadra.

Neste momento há mais de 100 agentes a prestar serviço directo naquele espaço (onde opera a Divisão da PSP de Sintra). E há cerca de dois meses que as instalações estão sem água quente, desde que a caldeira avariou – um problema particularmente relevante para os agentes que ali costumavam tomar banho.

As instalações onde a PSP se encontra foram inauguradas há menos de dez anos – altura em que esta força de segurança substituiu a GNR no patrulhamento daquela freguesia de Sintra, e não foi esta a primeira vez que o equipamento avariou nos últimos meses. Mas agora foi de vez.

Vários agentes já se queixaram ao departamento de logística pelo incómodo causado com a avaria, mas as respostas que receberam às reclamações apresentadas foram pouco satisfatórias. “Disseram-nos que a reparação da caldeira tem um custo demasiado elevado”, razão pela qual não tem sido possível avançar já com medidas, contou ao i um elemento destacado para a esquadra de Rio de Mouro. Soluções “só para o ano”, avançaram os mesmos serviços, dando a entender que a falta de verbas para resolver o problema – que poderiam ser de vários milhares de euros – tem impedido uma resposta mais célere.

Água aquecida em panelas Um dos agentes da Divisão da PSP explicou ao i que a falta de água quente tem obrigado a soluções de recurso, postas em prática nos casos mais urgentes.

“Por vezes somos chamados a ocorrências em que temos de intervir num incêndio ou entrar em casas infestadas e quando regressamos à esquadra precisávamos de tomar um banho e trocar de farda”, exemplifica um dos elementos.

Noutros casos, quando um elemento faz o turno da manhã e está escalado para o turno dessa mesma noite, em vez de ir a casa – “porque os agentes não vivem todos perto da esquadra” – aproveitava o tempo livre para fazer exercício na zona, com uma corrida ou um passeio de bicicleta. Mas no regresso o problema mantinha-se. “Não é muito agradável vestir roupa lavada quando estamos transpirados, da mesma forma que não é agradável tomar banho de água fria com este tempo”, lamenta-se.

Para remediar, alguns agentes improvisaram. Pegaram em tachos e panelas, aqueceram a água num fogão e tentaram tratar da sua higiene dessa forma. Mas essa solução, queixam-se os agentes, põe em causa a dignidade das forças de segurança.

Ali ao lado, no Cacém, os equipamentos sanitários de outra esquadra da PSP também motivaram alguma preocupação – levando mesmo ao internamento de um agente na ala de pneumologia do Hospital Amadora-Sintra. Naquele caso tratava-se de um elemento destacado na esquadra, de 50 anos. O homem tinha sido infectado com a bactéria da Legionella e isso poderá ter acontecido nos balneários da esquadra.

Questionada sobre a situação de Rio de Mouro, a PSP opta por não avançar explicações. No final da semana passada, o i tentou obter esclarecimentos sobre a situação na esquadra do concelho de Sintra mas mas até ao momento não obteve qualquer resposta.

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