27/09/2022
 
 
Cerca de 11 mil russos já regressaram do Egipto nas últimas 24 horas
Este domingo o ministério de Defesa da Rússia enviou dois aviões militares de carga Il-76 ao Egipto

Cerca de 11 mil russos já regressaram do Egipto nas últimas 24 horas

Este domingo o ministério de Defesa da Rússia enviou dois aviões militares de carga Il-76 ao Egipto ANATOLY MALTSEV/EPA Jornal i 08/11/2015 12:39

Mais pessoas deverão regressar este domingo ao final do dia.

Cerca de 11 mil turistas russos regressaram do Egipto ao seu país nas últimas 24 horas, depois de Moscovo ter suspendido os voos, na sequência do desastre do avião da companhia russa Metrojet, avançaram autoridades este domingo.

"Nas últimas 24 horas, cerca de 11 mil pessoas já regressaram", disse o vice-primeiro-ministro, Arkady Dvorkovich, aos jornalistas, acrescentando que mais pessoas deverão regressar este domingo ao final do dia. 

"Hoje é o dia mais movimentado nesse sentido", disse o governante, no aeroporto Vnukovo, situado nos arredores de Moscovo. 

O governante explicou que a Rússia está a enviar equipas de peritos para inspeccionar os aeroportos do Egipto, averiguando se a segurança precisa ser reforçada.

Apesar de descartadas inicialmente as suspeitas de atentado contra o avião que se despenhou a 31 de Outubro, na península do Sinai, com 224 pessoas a bordo, a Rússia suspendeu na sexta-feira todos os voos com o Egipto.

As autoridades disseram no sábado que cerca de 80 mil turistas russos ainda se encontravam no Egipto, sobretudo na estância balnear de Sharm el-Sheikh e Hurghada, e que estes poderiam regressar de acordo com o seu ritmo. 

Seguindo os passos da Grã-Bretanha, a Rússia disse que os turistas que regressam ao país viajarão sem a sua bagagem, que seguirá separadamente. 

Já na manhã deste domingo, o ministério de Defesa da Rússia enviou dois aviões militares de carga Il-76 ao Egipto para recolher bagagens dos turistas russos, tendo um deles já partido deHurghada dom destino a Moscovo com cerca de 30 toneladas de bagagens. 

O Kremlin insistiu hoje que a decisão de suspender os voos não significa que Moscovo acredite que o acidente tenha sido causado por um ataque deliberado.

Entretanto, também hoje, o Primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que não devem ser descartadas quaisquer hipóteses, mas considerou que a possibilidade de um atentado é "naturalmente levada muito a sério". 

"Não devemos rejeitar qualquer hipótese, mas é claro que a hipótese de ataque é levada muito a sério", disse o Primeiro-Ministro, numa entrevista, onde afirma estar-se "diante de uma ameaça de grande magnitude sem precedentes".

"Enfrentamos um inimigo externo e um inimigo interno, em sectores que estão naturalmente na Síria e no Iraque, e todos os dias os nossos serviços de inteligência param e chamam indivíduos que possam representar um perigo", disse.

O Egipto resistiu à tese de um ataque à bomba no acidente do avião russo, que foi reclamado pelo movimento radical do Estado Islâmico.

Lusa

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