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Catarina Martins: “Respeitarmos Angola é exigirmos que lá, como aqui, haja liberdade”
Mural de Luaty Beirão pintado por Octávio "Slap" nas Amoreiras, em Lisboa

Catarina Martins: “Respeitarmos Angola é exigirmos que lá, como aqui, haja liberdade”

Mural de Luaty Beirão pintado por Octávio "Slap" nas Amoreiras, em Lisboa Manuel de Almeida/Lusa Jornal i 27/10/2015 17:16

Porta-voz do Bloco criticou o governo por ter sido tímido e tardio na reacção ao caso de Luaty Beirão, que terminou hoje a sua greve de fome.

Catarina Martins criticou, no final de uma reunião com o escritor Rafael Marques, o governo por ser “tímido demais” e por agir “tarde demais” no aso de Luaty Beirão e os 15 activistas angolanos que aguaram julgamento em Luanda em prisão preventiva. “Demorou um mês a que houvesse uma visita de um embaixador a um cidadão luso-angolano em greve de fome. O estado português demorou muito tempo a ter uma palavra.”

“Respeitar os direitos humanos e respeitar outro país, respeitar outro povo, é também ser exigente para com um regime como somos para com os nossos”, afirmou a porta-voz do Bloco de Esquerda, que acrescentou que os bloquistas não aceitam que algum jovem seja preso por estar a ler um livro ou que possa haver tortura nas prisões, assim como um sistema de justiça em que não haja “o mínimo de separação de poderes, o mínimo de garantia”.

“Respeitarmos Angola, respeitarmos o povo angolano é olharmos de igual para igual e exigirmos que lá, como aqui, haja liberdade”, rematou.

Questionada sobre a actuação do actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, Catarina Martins, que se recusou a responder a perguntas sobre as negociações com o PS, disse que o BE “é difícil que se espere que o BE espere alguma coisa de Rui Machete. Do que nós precisamos rapidamente é de outro governo, é para isso que estamos a trabalhar”.

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