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OMS deixa o alerta: carnes processadas provocam cancro
A alimentação rica em carnes processadas é respondável por cerca de 34 mil mortes por dia por cancro

OMS deixa o alerta: carnes processadas provocam cancro

A alimentação rica em carnes processadas é respondável por cerca de 34 mil mortes por dia por cancro Shutterstock Melissa Lopes 26/10/2015 13:04

Dos vários tipos de cancro, o que afecta os intestinos é o mais associado ao consumo de carnes processadas, concluiu a investigação.

Não é propriamente uma novidade, mas é um reforço daquilo que várias investigações já vêm sugerindo: a carne processada como bacon, salsichas e presunto aumentam o risco de cancro, sobretudo o colorrectal (intestinos) em 18 %, avisa a Organização Mundial de Saúde. 

E para isso não é preciso comer quantidades industriais. Segundo a investigação, que incidiu sobre dez países da União Europeia e 448.568 indíviduos, cerca de duas fatias de bacon (perto de 50 gramas) é o suficiente para colocar a saúde à mercê da doença. Relativamente às carnes vermelhas (bife de vaca, de porco, de cavalo, etc), os investigadores admitem que esta é "provavelmente cancerígena", mas os resultados não são tão evidentes quanto nas carnes processadas. Ainda assim, o seu consumo deve ser tido em conta. 

Na investigação conjunta com a Agência Internacional de Investigação do Cancro, divulgada esta segunda-feira, o organismo reforçou uma evidência científica há muito defendida: os alimentos processados – e com aditivos, corantes e conservantes para aumentar a validade – podem ser altos potenciadores do aparecimento de cancro.

Embora o consumo de uma sandes de bacon não se assemelhe ao impacto nocivo do tabaco, a carne processada está agora na lista ‘negra’ da OMS, que defende que a quantidade consumida diariamente é o maior pecado.

“Para um indivíduo, o risco de desenvolver cancro colorectal por causa de seu consumo de carne processada permanece pequeno, mas este risco aumenta com a quantidade de carne consumida”, disse Kurt Straif da OMS.

De acordo com as estimativas da organização, a alimentação rica em carnes processadas é respondável por cerca de 34 mil mortes por dia por cancro. 

Mesmo assim, o relatório não apela a mudanças radicais na alimentação. A Organização Mundial de Saúde diz mesmo que carne processada e a carne vermelha não devem deixar de ser consumidas, contudo, alerta para a quantidade e frequência do seu consumo deve ser cada vez maior. Para os investigadores, a conclusão do estudo vai ajudar vários países a dar aconselhamento dietético equilibrado.

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