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Marcelo: “Somos todos portugueses, cabemos todos na democracia”
Marcelo apresentou a candidatura em Lisboa na Voz do Operário, este sábado

Marcelo: “Somos todos portugueses, cabemos todos na democracia”

Marcelo apresentou a candidatura em Lisboa na Voz do Operário, este sábado Tiago Petinga/Lusa Jornal i 24/10/2015 20:45

Candidato presidencial alertou para a necessidade de recuperar as convergências que existiram no passado e desapareceram.

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa evocou este sábado o período revolucionário pós-25 de Abril para advertir que Portugal não pode recuperar a bipolarização entre portugueses bons e maus, com excluídos no acesso ao poder.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na Voz do Operário, em Lisboa, numa sessão destinada à apresentação candidatura presidencial, na qual não se referiu directamente à questão entre o actual Presidente da República e a formação do novo Governo, mas em que deixou vários recados ao assumir como objetivos "estabilizar a vida política nacional, criar convergências e promover a aproximação entre portugueses".

Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se aos excessos do período pós-25 de Abril de 1974, "em que se dividiam os portugueses entre patriotas e não patriotas, bons portugueses e maus portugueses, em democratas e anti-democratas, entre os que tinham o exclusivo de acesso ao poder e aqueles que estavam marginalizados".

"Passaram mais de 40 anos e há uma coisa que nós sabemos e que eu sei: Não queremos voltar a ter esse tipo de divisão entre os portugueses. Somos todos portugueses, cabemos todos na democracia, temos todos a plenitude dos direitos de participação", declarou o candidato presidencial, recebendo uma prolongada ovação da assistência.

Mais à frente Marcelo insistiu: "O debate tem que ser feito com serenidade, sem exclusões e, sobretudo, não confundindo adversários e inimigos, porque não há portugueses inimigos de portugueses".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "a governabilidade é um bem essencial" e tem de ser trabalhada por um chefe de Estado "todos os dias, porque é um trabalho constante, antes, durante e para além dos períodos críticos de eleições ou de formação de governos".

No caso das convergências, frisou, "é preciso recuperar as que já existiram no passado, mas que, entretanto, deixaram de existir".

"É preciso alargar as convergências para tornar mais previsível a vida dos portugueses e para que não haja mudanças no essencial todos os quatro anos", apontou, dando como exemplos o sistema de avaliação educativa, a rede hospitalar, o sistema de Segurança Social ou no ordenamento judicial e altos quadros da administração pública.

Nesse sentido, o antigo presidente do PSD prometeu "trabalhar para recuperar os consensos perdidos e alargar esses consensos".

"Essa é uma tarefa central do Presidente da República", acrescentou.

Lusa

 

 

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