22/05/2022
 
 
Covela e Tecedeiras: vinhos para amenizar o Outono

Covela e Tecedeiras: vinhos para amenizar o Outono

Shutterstock António Mendes Nunes 12/10/2015 18:06

Recentemente foram apresentados seis vinhos de duas quintas, uma da Região dos Vinhos Verdes e outra do Douro, ambas pertencentes ao património da dupla formada pelo empresário brasileiro Marcelo Lima e o ex-jornalista britânico Tony Smith. A Quinta da Covela, sobranceira ao rio Douro e paredes-meias com o xisto da região duriense, foi comprada em 2011. A propriedade estende-se por 49 hectares de vinhas, bosques mediterrânicos, hortas e pomares. Em Julho de 2013, a empresa Lima Smith adquiriu uma das quintas mais emblemáticas do Douro, a Quinta da Boavista. Associada para sempre ao nome do barão de Forrester, esta propriedade possui 40 hectares de vinhas – nove deles de vinhas velhas centenárias – e situa-se na margem direita do Douro, perto do Pinhão. Jean-Claude Berrouet, o enólogo durante décadas do célebre Château Pétrus, é o consultor dos vinhos da Boavista desde Setembro de 2014, estando actualmente a trabalhar com Rui Cunha, o enólogo residente, nos vinhos da colheita de 2013 e 2014. Os primeiros vinhos desta colaboração serão lançados em 2016. 

A Quinta das Tecedeiras é a terceira marca incorporada, também em 2013, no portefólio da dupla anglo-brasileira. Tem 67 hectares, fica na margem esquerda do rio Douro, perto do Pinhão, e a enologia está a cargo de Carlos Lucas.

Actualmente, com a marca Tecedeiras, o grupo tem no mercado o vinho tinto Flor de Tecedeiras e um Porto Special Reserve de edição muito limitada, para além do reserva tinto e dos dois vinhos do Porto agora lançados. 

Em 2014, os dois empresários alargaram a sua influência além-fronteiras portuguesas, adquirindo uma participação na Champy, a mais antiga casa de vinhos da Borgonha. Fundada em 1720, a Champy possui hoje um portefólio invejável de vinhos, incluindo Grands Crus e Premiers Cru, de Mersault a Montrachet. 

Acreditando no potencial do enoturismo na região do Douro, a Lima Smith investiu também na sociedade Pipadouro, Vintage Wine Travel, que opera com dois barcos vintage no rio. 

Covela Reserva branco 2013 – 24,99€ Fermentou e estagiou em barrica de 300 litros durante 14 meses. Tem avesso, arinto e chardonnay e um toque de viognier. Branco intenso e gastronómico, tudo equilibrado. Era o anterior Colheita Seleccionada.

Covela Reserva tinto 2012 – 24,99€ A Covela vai deixar de produzir tintos, dado o sucesso do seu rosé e porque estes estão bem representados nas suas outras propriedades. Este tinto é elegante e gastronómico, com leve floral no aroma e especiarias no paladar.

Quinta das Tecedeiras reserva 2013 – 25,95€ Neste Douro voltamos à elegância como característica fundamental. Lote de seis castas típicas da região, de vinhas entre a quota do rio e os 200 metros de altitude, a que se juntam uvas provenientes de vinhas velhas da quinta. Muita frescura, taninos presentes, notas da barrica e um toque muito interessante de violetas no aroma, como é próprio da touriga nacional do terroir das Tecedeiras.

Quinta das Tecedeiras LBV 2011 – 18€ Só não é vintage por acidente. Só foi engarrafado quatro anos depois da vindima porque só foi descoberto quando Lima e Smith chegaram à quinta, em 2013. Segundo palavras de Carlos Lucas, é um LBV muito vintage e tem tudo para o ser, num ano que foi de colheita declarada. Dá um prazer enorme a beber, mas guarde-o mais uns anos, porque tem um enorme potencial de envelhecimento.

Quinta das Tecedeiras Tawny reserve – 14€ As Tecedeiras deixam para as casas grandes a feitura dos Porto Tawny mas, mais uma vez, quando esta administração chegou descobriu uma série de barricas com restos de LBV e vintage de entre os anos 2004 e 2009. Decidiram juntar tudo e estagiar em barricas de 225 litros, num sistema do tipo solera. O resultado é um vinho complexo, encantador e com enorme capacidade de guarda.

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