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PAN. André Silva, o novo deputado que pratica mergulho e biodanza
André tem 39 anos, é porta-voz do PAN e militante desde 2012, e claro o homem do momento

PAN. André Silva, o novo deputado que pratica mergulho e biodanza

André tem 39 anos, é porta-voz do PAN e militante desde 2012, e claro o homem do momento Andre Kosters/Lusa José Paiva Capucho 06/10/2015 12:57

O porta-voz do PANAndré Silva tem 39 anos, formou-se em Engenharia Civil, é vegetariano e quer que o seu partido “faça parte da solução” nesta legislatura.

A Assembleia da República vai conhecer uma nova força política, o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), algo que não acontecia desde 1999, depois da entrada do Bloco de Esquerda. Mas se essa foi, sem dúvida, a surpresa eleitoral da noite – que também foi o Dia doAnimal –, deitando por terra as pretensões das novas forças políticas como a plataforma Livre/Tempo de Avançar e do Partido Democrático Republicano, é agora tempo de conhecer o deputado que se vai sentar sozinho no hemiciclo. 

André Silva tem 39 anos, é porta-voz do PAN e militante desde 2012, e claro o homem do momento. Nasceu a 2 de Abril de 1976, no “dia da publicação da actual Constituição da República Portuguesa”, como destaca o site oficial do partido, estudou em Coimbra, onde se formou em Engenharia Civil com especialização em recuperação do património arquitectónico e artístico, e o sítio em que “ganhou consciência política nos ambientes das tertúlias e de discussão constante, vivendo sempre à margem dos movimentos partidários convencionais”, lê-se no documento. Uma vivência que acaba por seguir a linha ideológica do partido – nem de esquerda, nem de direita – que resulta num ambição: “fazer parte da solução através de convergências políticas”, como conta ao i. 

PAN obteve 1,39% dos votos, ficando à frente do PDR(1,13%) e do Livre  (0,72%) 

Outra curiosidade, que pode vir a surpreender os seus novos colegas de bancada, é que André pratica mergulho e biodanza. Sim, isso mesmo, uma prática que junta dança com exercícios de comunicação em grupo como forma de auto-conhecimento.

Então e de onde nasceu a vontade de defender a causa animal? Dos tempos em que viveu em casa dos avós, agricultores de profissão, em Vilar de Besteiros, concelho de Tondela. Na sua biografia, escreve-se que André “tem viva as experiências nas explorações pecuárias intensivas de aves e de bovinos que já eram na altura uma realidade”, numa região onde sempre contactou de perto com a natureza e os animais. 

Desde 1999, com oBloco, que o parlamento não tinha uma nova força política

Vegetariano, vive numa casa com uma horta de 50 metros em Lisboa, onde faz, entre outras práticas alternativas, compostagem, um processo simples, que decompõe resíduos domésticos em compostos, que podem ser depois utilizados como adubo. E tem um companheiro, tal como o cão “Timóteo” da candidata presidencial do PAN Manuela Gonzaga, André Silva tem outro, o Nilo. Um animal que simboliza, não só uma das causas do partido, mas também algumas das primeiras medidas que André quer ver discutidas no parlamento, como a implementação de taxas reduzidas de IVA no tratamento médico veterinário, o fim dos canis de abate, e a introdução do EstatutoJurídico do Animal.  Causas que “têm tido cada vez mais adesão nas redes sociais [o PAN é o partido com mais seguidores] e nas ruas, como vimos nesta campanha” confessa o líder ao i.

Algumas das propostas [ver caixa ao lado] podem incomodar alguns. mas a verdade é que oPAN com 1,39% – mais 0,35%, ou seja, mais 16,235 mil votos – leva André Silva para dentro do local onde se tomam as decisões mais importantes do país. Como se explica? “É a alegria, a consciência e a esperança numa nova forma de fazer política”, rematou o porta-voz convicto que o seu partido será importante nesta legislatura. É esperar para ver. 

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