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PCP. “Neste quadro o PS tem condições para formar governo”
A noite eleitoral trouxe várias surpresas para a CDU

PCP. “Neste quadro o PS tem condições para formar governo”

A noite eleitoral trouxe várias surpresas para a CDU JOÃO RELVAS/LUSA Humberto Costa 05/10/2015 13:09

Para Jerónimo de Sousa “seria intolerável” que o PR desse posse a um governo PSD/CDS. 

A noite eleitoral trouxe várias surpresas para a CDU, a maior das quais foi a de passar a quarta força partidária, ultrapassada de novo pelo Bloco de Esquerda, faltando ainda saber como se arruma o CDS no novo parlamento. Jerónimo desvalorizou: não era essa a sua guerra. Afinal houve boas notícias para a CDU: “a perda da maioria absoluta por parte da coligação PSD/CDS” e, confirmá-lo-ia mais tarde, mais votos e mais deputados. Em suma, cumpria “todos os objectivos”. 

Quanto aos resultados que pareciam dar uma vitória à coligação PSD/CDS, rapidamente o secretário-geral os transformou na mãe de todas as derrotas. 

Jerónimo de Sousa colocaria pressão sobre Cavaco afirmando que “face à enorme perda de votos, perda de percentagem eleitoral e deputados da coligação PSD/CDS seria intolerável o Presidente da República, contra a vontade do povo, dar posse a um governo PSD/CDS”. Jerónimo acrescentou: “Foi a única força política que não subiu em número de votos e em número de deputados, pelo contrário”. E, pressionado Cavaco Silva, o líder do PCP vira-se logo de seguida para o Largo do Rato: “Neste quadro o Partido Socialista tem todas as condições para formar governo”. Era esta verdadeiramente a surpresa da noite.

As contas estavam feitas e quando confrontado com a pergunta “Já disse isso a António Costa?”, Jerónimo acrescentou: “Através do vosso trabalho” – referindo-se à Comunicação Social – “António Costa já deve nesta altura saber o que nós pensamos”.

E a possibilidade de viabilizar um Orçamento do PS, através da abstenção? Jerónimo preferiu não exagerar na simpatia para com os socialistas: “A melhor prova do pudim é comê-lo”, como quem diz depois logo se vê. Mas estava dado o sinal para António Costa.

Já depois de António Costa ter falado e declinado a possibilidade de formar governo, Jerónimo voltou para referir que “encerradas as contagens a CDU tinha afinal somado mais votos e mais deputados” e que este tinha sido “o melhor resultado dos últimos 16 anos”.

Por fim – e apesar de o BE ter passado o PCP – Jerónimo pôs de parte um clima de guerra contra aquele partido: “Não há concorrência nem duelo entre a CDU e o Bloco de Esquerda.”

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