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Maxi Pereira, o hat-trick de duas assistências
Ena pá, tantas bolas para o Maxi assistir os novos amigos do Porto

Maxi Pereira, o hat-trick de duas assistências

Ena pá, tantas bolas para o Maxi assistir os novos amigos do Porto EPA/Lusa Rui Miguel Tovar 18/08/2015 11:51

Vitória de Guimarães já havia sido a primeira vítima do lateral uruguaio, ainda pelo Benfica, em Janeiro de 2012

O Uruguai é campeão sul-americano em 2011. Na baliza, está Muslera. É o guarda-redes do Galatasaray mas nunca mais se ouve falar dele depois de anular o Paraguai na final. Lugano é o central do Paris SG mas nunca mais se ouve falar dele depois de capitanear o Uruguai na final. Forlán é o avançado do Inter, mas nunca mais se ouve falar dele depois de decidir a final da Copa América com dois golos. Mas, afinal, digam-nos lá o nome de um uruguaio que continue a fazer boa figura
na Europa depois de conquistar a América do Sul em 2011?

A resposta é simples e está mais perto de si do que imagina. Chama-se Maxi Pereira. O lateral fala a língua de Octávio Machado – trabalho, trabalho, trabalho – e é uma fonte inesgotável de energia. É campeão sul-americano pelo Uruguai
na tarde de 24 de Julho e voa para Montevideo para participar na festa do título. Passa um dia, dois... e decide voltar
a jogar futebol. Pelo Benfica, com o Trabzonspor, para a primeiramão da 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
De Montevideo a Lisboa (não) é um tirinho. É uma viagem de 11 horas. E então? Maxi aterra na Portela na manhã do dia 27, todo sorridente, e vai para a Luz, onde entra a 27 minutos do fim, a tempo de participar na vitória por 2-0. Eis Super Maxi no seu melhor.

É bicampeão no Benfica de Jesus e diz adeus à Luz -- como o próprio treinador, aliás. O Porto contrata-o depois da Copa América. Não a de 2011, mas a de 2015. Maxi chega sorrateiramente ao estágio da Holanda no dia seguinte ao de Iker Casillas e é recebido por Julen Lopetegui à porta do hotel. Na estreia do Porto no campeonato, Maxi não faz a coisa por menos: uma assistência para o 2-0 de Aboubakar e outra para o 3-0 de Varela. Uau, bis de Maxi. O Vitória de Guimarães sofre a bom sofrer. Os minhotos sofrem.

É a terceira vez que Maxi faz duas assistências em 90 minutos, a primeira para o campeonato. A série começa precisamente em Guimarães, a 3 de Janeiro de 2012, para a Taça da Liga. O Benfica goleia 4-1, Maxi assiste Cardozo e Cardozo. Uau, bis. Dois anos depois, a 4 de Janeiro de 2014, com o Gil Vicente, para a Taça da Liga, Maxi volta a ser Super Maxi. Disso se aproveita Lima e Lima. Uau, bis. Agora, em Agosto de 2015, Aboubakar e Varela recolhem dividendos das diabruras ofensivas do incansável lateral uruguaio. Contas feitas: Super Maxi, um jogo pelo Porto, duas assistências e um amarelo. Isto promete.

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