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Legislativas. Portas faz tudo para não ficar de fora dos debates nas televisões
CDS quer estar representado nos debates das legislativas

Legislativas. Portas faz tudo para não ficar de fora dos debates nas televisões

CDS quer estar representado nos debates das legislativas Paulo Novais/Lusa Luís Claro 29/07/2015 14:44

PS contesta presença do CDS. Portas quer estar nos debates para defender o trabalho que o partido fez no governo.

OCDS não abdica de ter Paulo Portas nos debates televisivos. A posição dos centristas está a dificultar um acordo entre os partidos, já que os socialistas dificilmente aceitarão um modelo em que a coligação seria representada por Passos e Portas.

A proposta das televisões, que foi discutida na reunião de ontem com os representantes dos partidos, previa três debates entre Passos Coelho e António Costa, um debate alargado com os partidos com assento parlamentar e vários debates a dois.

O problema é que a coligação entende que Paulo Portas também deve participar nos debates com todos os partidos. Um sinal de que os centristas não estão dispostos a abdicar desta posição é que se fizeram representar nesta segunda reunião pelo ministro Pedro Mota Soares, enquanto na primeira esteve a deputada Cecília Meireles.

Mota Soares deu peso político à posição do partido e argumentou que o CDS não quer deixar de defender o trabalho que fez no governo. O ministro centrista advogou que, para além de Passos, Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, o CDS deve estar representado nos debates televisivos por Paulo Portas.

O vice-presidente do PSD Marco António Costa esteve ao lado do parceiro de coligação, mas o PS contestou abertamente um debate a seis, já que o PCPtambém exige a participação de Heloísa Apolónia e a presença do CDS nos frente-a-frente. O principal argumento dos socialistas é que a nova lei é “muito clara” e fala em “candidaturas concorrentes” e não em partidos. Na prática, alega ainda o PS, um debate com Portas e Heloísa prejudicaria António Costa, que ficaria com menos tempo e teria de se confrontar com dois candidatos em vez de um.

A lei prevê que “os debates entre candidaturas promovidos pelos órgãos de comunicação social obedecem ao princípio da liberdade editorial e de autonomia de programação, devendo ter em conta a representatividade política e social das candidaturas concorrentes”. A “representatividade política e social é aferida tendo em conta a candidatura ter obtido representação nas últimas eleições, relativas ao órgão a que se candidata”.

PASSOS SÓ QUER UM DEBATE

Os partidos políticos vão voltar a reunir-se na sexta-feira para tentar chegar a um acordo, mas discordam também no número de debates a realizar entre Passos e Costa. OPS aceita a proposta das televisões para que cada canal faça um debate, mas o PSD discorda e quer realizar apenas um. Em contrapartida, Marco António Costa defendeu, na reunião entre as televisões e os partidos com assento parlamentar, que esse debate seja mais longo e propôs que tenha a duração de uma hora e meia.

O PSD argumenta ainda que já está previsto um debate entre Passos e Costa, que será transmitido pelas rádios no início de Setembro, e que os dois vão também estar juntos no debate com todos os candidatos. 

QUEM SERÁ O VENCEDOR?

Nas últimas eleições legislativas, em 2011, José Sócrates e Passos Coelho fizeram apenas um debate e a maioria dos analistas considerou que o vencedor foi o presidente do PSD. O politólogo António Costa Pinto defende, em declarações ao i, que Passos e Costa estão equilibrados e não é fácil prever qual dos dois poderá sair a ganhar de um debate televisivo. “Se tecnicamente António Costa tem boa capacidade discursiva, Pedro Passos Coelho não tem menos. Não há uma grande diferença entre os dois."

O professor universitário considera que os debates não serão decisivos para o resultado final das legislativas e prevê que, se não houver nenhuma surpresa, por exemplo no caso Sócrates ou na situação da Grécia, a coligação irá insistir na necessidade de estabilidade e o secretário-geral dos socialistas fará um discurso “mais ofensivo e, ao mesmo tempo, moderado”.

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