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Chaves. Troca de cadáveres fez com que um deles fosse enterrado duas vezes

Chaves. Troca de cadáveres fez com que um deles fosse enterrado duas vezes

Raquel Wise Jornal i 23/06/2015 20:10

“A família entrou em choque”, frisou a familiar.

Uma troca de cadáveres, de dois homens que morreram no sábado no Hospital de Chaves, fez com que um deles fosse enterrado duas vezes, adiantou esta terça-feira à Lusa uma familiar.

Um homem de 55 anos, residente na aldeia de Rebordondo, Chaves, morreu no sábado às 16:00 no hospital, depois de dias internado, mas, segundo a sua familiar, a agência funerária transportou um outro corpo para o velório.

No domingo, às 18:30, a família realizou o funeral, mas estava, afinal, a enterrar esse outro corpo, de um homem de 85 anos, que havia falecido no mesmo dia.

O erro foi detectado na segunda-feira, quando a agência funerária ligou a uma das filhas do homem de 55 anos dizendo que o corpo do pai ainda estava na morgue, tendo havido uma troca.

O corpo do homem de 55 anos acabou por ser enterrado na segunda-feira, ao final da tarde, tendo o outro corpo (que foi sepultado no lugar deste) sido reencaminhado para a família para a realização do velório - que, na prática, seria o segundo.

Quanto ao facto de a família não se ter apercebido de que estava a enterrar a pessoa errada, a familiar salientou que o médico havia dito, na altura da morte, que ele iria ficar irreconhecível, daí não ter sido detectado o engano.

O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) disse esta terça-feira à Lusa estar isento de qualquer responsabilidade, dado ter cumprido os procedimentos correctos.

A agência funerária tinha dois corpos para transportar, tendo levado um deles para a aldeia errada, enquanto o outro ficou na morgue, explicou a unidade.

A agência Lusa tentou ainda contactar a agência funerária responsável pelo transporte dos corpos, mas sem sucesso.

Lusa 

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