20/2/20
 
 
Vítor Rainho 22/06/2015
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Lei seca à portuguesa

O Verão começou ontem e as parvoíces da nova lei do álcool entrarão em vigor daqui a 15 dias. Quem esteve na base deste novo documento nunca deve ter entrado numa discoteca ou num bar da moda. E por moda tome-se só a quantidade de pessoas. Vejamos o Cais do Sodré, em Lisboa, ou a Rua da Galeria de Paris, no Porto, onde dezenas de jovens bebem os seus copos na rua depois de os adquirirem no interior dos bares ou de os comprarem numa loja das proximidades. Como se sabe, a partir de 1 de Julho os menores de 18 anos deixarão de poder consumir bebidas alcoólicas em espaços públicos, só que a lei não alterou a idade mínima para se frequentar discotecas e bares

Se na rua os mais jovens pedirão aos mais velhos que comprem as bebidas, no interior das casa de diversão nocturna deve ser um fartote com os seguranças no meio de uma multidão a pedirem o bilhete de identidade a todos aqueles que aparentarem menos de 16 anos e estiverem com um copo com álcool na mão. “Não é meu, só estou a guardar porque um amigo foi à casa de banho”, deve ser uma das respostas mais vulgares.

Quando se faz uma lei deve saber-se se a mesma pode ser aplicada com eficácia. O que não é o caso desta, além de levantar outras questões pertinentes. Mas por que carga de razão um jovem de 16 anos se pode casar e não pode beber um copo de cerveja num bar? Não é com proibições que se leva a água ao moinho. Os americanos tiveram a sua lei seca, nos anos 30, com os resultados que se conhecem...

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