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Assédio. Quem são os agressores e quem são as vítimas?
Na esmagadora maioria são homens que concentram a maioria dos casos: 82,4%

Assédio. Quem são os agressores e quem são as vítimas?

Na esmagadora maioria são homens que concentram a maioria dos casos: 82,4% José Paiva Capucho 04/06/2015 11:38

Cerca de 83,1% dos homens e 82,2% das mulheres já foram assediados pelos superiores hierárquicos.

Quem são os agressores?

Cerca de 83,1% dos homens e 82,2% das mulheres já foram assediados pelos superiores hierárquicos, surgindo em segundo lugar os colegas, e em último os clientes/ fornecedores. Os autores de assédio moral são sobretudo homens (69,7%). As mulheres ficam pelos 30,3%, mas assediam principalmente outras mulheres (87,8%). Já os homens assediam o sexo oposto (62,3%). Em relação ao assédio sexual, na esmagadora maioria são homens que concentram a maioria dos casos: 82,4%.

Quem são as vítimas?

Maior parte dos inquiridos trabalha em condições precárias ( recibos verdes, estágios, contractos a termo). Cerca de 50%  das vítimas de assédio moral têm contracto a prazo.Em relação ao assédio sexual, 45,5% das pessoas têm contracto sem termo.Nas idadesexistem diferenças: no assédio moral, a taxa de maior incidência é nas  mulheres entre os 25-34 anos (36,5%) e nos homens entre os  35-44 (31,5%).

Quais as principais formas de assédio?

Tanto para os homens (38,2%) como para as mulheres (41,8%), a forma de assédio moral mais frequente é “ser sistematicamente alvo de situações de stresse com o objectivo de levar ao descontrolo”.  Em segundo lugar, a desvalorização sistemática do trabalho: 27% dos homens e 31,3% das mulheres. Os olhares insinuantes é para 23,5% das mulheres a forma mais marcante de assédio sexual. Para 22,9% dos homens, são as perguntas intrusivas sobre a vida privada.

Que tipo de reacções têm as vítimas?

A incapacidade de reacção imediata no assédio moral é a consequência: 42,7% dos homens e 40,9% das mulheres.Mas há mesmo casos de quem não tenha feito nada, como 21,3% dos homens e 22,1% das mulheres inquiridas. No assédio sexual existem outras reacções, como o desconhecimento (33,3% dos homens) que não sabem a quem recorrer. Ou a “cultura do silêncio”, que afecta sobretudo as mulheres (20,8%), a quem aconselham que nada façam. Apenas 6,3% dos homens e 3,4% das mulheres procuraram ajuda institucional.

Onde é que estes casos ocorrem?

As empresas (37,5%) onde trabalham maior parte dos homens e mulheres inquiridos têm no máximo nove trabalhadores. O sector mais hostil para os homens (17%), no assédio moral, é o comércio, sobretudo lojas, grandes superfícies que vendem a fornecedores e clientes. E para as mulheres (16,9%) o alojamento e restauração. No assédio sexual os géneros trocam de sectores: O sexo feminino (20,9%) no comércio e homens (14,9%) no alojamento e restauração. A equipa justifica os resultados pela proximidade de conacto entre agressor e vítima.

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