16/12/18
 
 
Rui Miguel Tovar 15/05/2015
Rui Miguel Tovar
Desporto

rui.tovar@ionline.pt
@ruimtovar

O cantinho do Morais

15 de Maio de 1964. "Peguei na bola com jeitinho, disse-lhe umas palavrinhas amigas, dei-lhe um beijinho…".

Morais a beber champanhe pela Taça

Sporting e MTK desempatam a final da Taça das Taças a uma sexta-feira, em Antuérpia, onde um canto directo Morais (19’) dá a taça ao Sporting.  

“Virei-me para o banco e confirmei se era eu. O técnico acenou-me que sim. Lá fui. Peguei na bola com jeitinho, disse-lhe umas palavrinhas amigas, dei-lhe um beijinho… Depois, mal senti o pé a bater nela fiquei logo com a sensação de que seria golo. Parece que o tempo parou ali. Observei a trajectória do esférico, vi o Figueiredo a correr para o primeiro poste e o guarda-redes atrás dele para interceptar o eventual cabeceamento do desvio, mas o destino estava traçado. A bola passou por cima dos dois e acabou por entrar junto ao segundo poste. Foi a euforia total mas não foi um golo de sorte. Ao longo da carreira, marquei mais uns quantos da mesma maneira.” 

O lance até origina uma música chamada “Cantinho do Morais”:

A terra estremeceu
e verde se tornou
o sonho aconteceu
um golo só bastou

Um golo do Morais
que não esquece mais.

Vivò Sporting!
gritou a multidão em ovação
que teve a raça pra ganhar a grande taça
pois então

Onze leões com um querer de um só leão
com mil razões para vencer do coração

Vivò Sporting!
que até contra o azar lutou com fé
e à portuguesa pôs na luta mais grandeza
mais ralé

Assim falou de Portugal às multidões
assim ganhou essa final de campeões."

Quando o jogo acabou
Na hora que Deus quis
Todo o País chorou
Orgulhoso e Feliz

Quando o jogo acabou
o Mundo até parou

 

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