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Globalstat. A base de dados onde cabem 193 países

Globalstat. A base de dados onde cabem 193 países

Marta Cerqueira em Florença 07/05/2015 18:20

Nasce hoje a Globalstat, uma plataforma que reúne estatísticas de 193 países das Nações Unidas e que se apresenta como uma ferramenta que vai explicar o mundo em números

Em 1960, esperava-se que cada mulher tivesse 3,19 filhos. Em 2013, esse número desce para 1,32. Olhando agora para o outro lado da tabela, no Portugal de 1960 a esperança média de vida ficava-se pelos 62,81 anos. Já em 2013, esperava-se que a média da população viva até aos 80,37 anos. Os números não são novidade, mas esta é a primeira vez que são agregados de uma forma global, de forma a poderem ser comparados com dados estatísticos de 193 países das Nações Unidas. A Globalstat é lançada hoje e, apesar de reunir 500 indicadores das mais variadas áreas, bastam apenas três cliques para ver as diferenças inevitáveis de uma contagem que começa há 55 anos. 

A base de dados organiza-se de maneira a que, de forma intuitiva, todos possam aceder gratuitamente a dados de 12 áreas temáticas, que vão desde a demografia, ao ambiente, passando pelo desenvolvimento económico, a saúde ou a agricultura.

Joana Martins, coordenadora do projecto, prefere olhar para a plataforma como "um ponto de partida", mais do que ponto de chegada. "A dificuldade para quem quer procurar dados deste género é saber onde o fazer. A vantagem do Globastat é ter tudo agregado e organizado de forma sistemática", explica. A organização dos dados num só espaço vai permitir também, segundo a coordenadora, perceber as convergências e disparidades entre os países. "Estamos habituados a pensar em Portugal como um país pequeno e somos de facto, quando comparados com a China por exemplo. Mas temos mais de 1060 vezes a população de Tuvalu e Nauru, os países com a menor população do mundo. É tudo uma questão de perspectiva".

A GlobalStat é fruto de uma parceria entre a Fundação Francisco Manuel dos Santos e o Instituto Universitário Europeu. Partindo da experiência com o Pordata - base de dados que reúne estatísticas nacionais - Portugal contribuiu com a experiência técnica e o knowhow de backoffice. Nuno Garoupa, presidente da Fundação refere o trabalho de equipa das instituições, que se coordenaram de forma a que Portugal contribuísse com a base tecnológica, enquanto o Instituto Universitário Europeu se focava na parte científica. "Construímos um agregador de indicadores de globalização que estavam dispersos por várias instituições", refere. Mais concretamente, são 80 as fontes internacionais que contribuem para esta base de dados, incluindo as Nações Unidas, o Eurostat, a OCDE e o Banco Mundial. Para Poiares Maduro, presente no lançamento da plataforma, que decorreu em Florença, trata-se de uma ferramenta que vem "melhorar a democracia", tendo em conta o papel decisivo que pode ter na "estrutura do debate público", que, por sua vez, "vai ajudar a melhorar a escolha das políticas públicas". O ministro-adjunto aproveitou para lembrar a intenção do governo de criar um portal com bases semelhantes para o Portugal2020, "de maneira a que as pessoas possam monitorizar as medidas que vão sendo tomadas e, ao mesmo tempo, fazer novas propostas".

 

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