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O candidato que quer ser um “Presidente de causas”

O candidato que quer ser um “Presidente de causas”

Manuel de Almeida/Lusa Ana Sá Lopes 29/04/2015 20:42

Sampaio da Nóvoa não será “espectador impávido da degradação da vida pública”.

Foi um discurso claramente à esquerda de um candidato que quer ir além das “dicotomias esquerda/direita” mas afirma que será “um Presidente de causas”. António Sampaio da Nóvoa anunciou a sua candidatura a Belém num Teatro da Trindade a abarrotar de gente, atacando a austeridade, o desemprego, e a  falta de confiança nas instituições:

“Quero dizer-vos, olhos nos olhos, que não me resignarei perante a destruição do Estado Social, nem perante situações insuportáveis de pobreza, de desemprego, e de exclusão, nem perante a precarização do trabalho, nem perante quaisquer outras circunstâncias que ponham em causa a dignidade humana”.

“Dr. Mário Soares em 1986 foi difícil mas foi possível. Em 2016 também vai ser difícil mas vai ser possível”

Sampaio da Nóvoa saudou o “legado de liberdade” dos ex-Presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio ali presentes: “Dr. Mário Soares em 1986 foi difícil mas foi possível. Em 2016 também vai ser difícil mas vai ser possível”.

“Se for eleito Presidente da República não serei o espectador impávido perante a degradação da nossa vida pública”, disse o candidato. Depois desta afirmação a sala aplaudiu em força. “O Presidente da República tem de restaurar a confiança dos portugueses no Estado de Direito, nas instituições, na autoridade moral e na credibilidade de quem desempenha um cargo público”.

Sampaio da Nóvoa afirmou “saber bem” que “um Presidente não governa nem legisla”, “Tem um poder moderador e regulador. Não deve apresentar-se aos portugueses com um programa de governo, mas tem uma enorme responsabilidade”. O candidato defende que “um Presidente pode fazer a diferença e nessa diferença está muito do nosso destino”.

“Precisamos de compreender e de nos aliar às forças de mudança e de renovação que, timidamente, se vão desenhando"

Afirmando que Portugal não se pode “fechar na Europa” mas abrir-se ao mundo. Sampaio da Nóvoa foi mais uma vez crítico das actuais opções da União Europeia: “Precisamos de compreender e de nos aliar às forças de mudança e de renovação que, timidamente, se vão desenhando. É com estas forças que temos que trabalhar, pela democratização da União, pelos valores da coesão e da solidariedade, por responsabilidades partilhadas num núcleo duro de desafios comuns onde, entre outros, são centrais as questões da luta contra o desemprego, da segurança, das migrações, da política externa. Sem esquecer as políticas financeiras que abram soluções viáveis para o pagamento das dívidas soberanas”.

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