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Costa. A troika em Portugal agora chama-se Portas, Passos e Cavaco
ANDRÉ KOSTERS, Lusa

Costa. A troika em Portugal agora chama-se Portas, Passos e Cavaco

ANDRÉ KOSTERS, Lusa António Costa 23/04/2015 14:34

"O PS propõe romper com a austeridade sem romper com o euro. Há alternativas no quadro desta Europa", disse

O secretário-geral do PS rejeitou hoje as críticas do Governo sobre eventuais consequências ruinosas se o cenário macroeconómico socialista for aplicado, contrapondo que a ‘troika´ em Portugal é Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas.

António Costa falava no final da reunião da bancada socialista, na Assembleia da República, depois de confrontado com a advertência do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, de que a aplicação do cenário macroeconómico do PS poderá fazer regressar a ‘troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) a Portugal.

"O caminho de continuar com a ‘troika' é continuar com este Governo. Não sei se se lembram, o doutor Paulo Portas até teve um contador de tempo até a ‘troika' sair, mas ainda ninguém deu pela saída da ‘troika'. A ‘troika' agora chama-se Portas, Passos Coelho e Cavaco Silva", declarou o líder socialista.

De acordo com António Costa, para Portugal se libertar em definitivo da ‘troika', é preciso "mudar de Governo e romper-se com a austeridade".

"O PS propõe romper com a austeridade sem romper com o euro. Há alternativas no quadro desta Europa", disse.

Ainda sobre as críticas que membros do executivo fizeram na quarta-feira ao PS a propósito do seu cenário macroeconómico, António Costa considerou que o Governo e a maioria PSD/CDS "já desistiram de defender as suas propostas".

"De facto, Governo e maioria PSD/CDS têm pouco para defender, já que aprovaram o Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas que só dizem três coisas: Um novo corte nas pensões já formadas (e desta vez um corte definitivo); manutenção da sobretaxa de IRS até ao final da próxima legislatura; e manter até ao final da próxima legislatura o corte nos salários dos trabalhadores do sector público", disse.

Para o secretário-geral do PS, o actual Governo "já nada tem a propor de novo e já nem sequer se defende".

"Portanto, o Governo já começou a transitar para a oposição, centrando o debate não nas suas propostas, mas no ataque às propostas do PS", declarou.

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