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Passos. "Estamos agora a viver mais de acordo com as possibilidades"

Passos. "Estamos agora a viver mais de acordo com as possibilidades"

12/02/2014 00:00
Primeiro-ministro anuncia que défice estrutural de 2013 foi "um pouco superior a 3%". Cavaco avisa que competitividade não depende só dos salários

Pedro Passos Coelho afirmou ontem que "ao contrário do que acontecia no passado" os portugueses estão agora "a viver mais de acordo com as possibilidades" do país. O primeiro-ministro revelou também que o défice estrutural, em 2013, ficou um pouco acima dos 3% - excluídos os efeitos do ciclo económico.

"Se tomarmos em linha de conta o défice estrutural, excluídos os movimentos cíclicos da economia, teremos atingido um défice um pouco superior a 3%", adiantou o líder do executivo , acrescentando que - "previsivelmente" - o país terá "condições para um excedente primário até 2017".

Quanto ao défice público, Passos Coelho destacou um valor reduzido "para quase metade, inferior ao da Espanha e da Irlanda" - "Ainda assim será de cerca de 5% em 2013".

O primeiro-ministro falava numa visita à fábrica da Mitsubishi, no Tramagal (Abrantes), que ontem comemorou 50 anos de produção automóvel. Foi neste palco que sublinhou o comportamento mais "ajustado" dos portugueses: "Ao contrário do que acontecia no passado, estamos hoje a viver mais de acordo com aquilo que são as possibilidades da nossa economia". "Queremos, naturalmente, alargar a base da economia e obter, dentro de pouco tempo, uma possibilidade de crescimento ainda mais intensa para que a economia remunere melhor os seus factores e a sociedade", disse o primeiro-ministro, garantindo que o "caminho que temos pela frente é um caminho sustentado".

Mas para que isso aconteça é necessário mais investimento externo: "Portugal vai precisar do investimento estrangeiro nos próximos anos para voltar a crescer". "Os próximos três anos são decisivos para a economia e aí é que o investimento externo vai ser decisivo para a economia crescer. Nunca conseguimos crescer sem captação de investimento externo, mesmo que o Estado seja frugal", advertiu o primeiro-ministro, acrescentando que "não temos o capital necessário e adequado".

Cavaco deixa aviso Já o Presidente da República defendeu ontem a aposta na inovação tecnológica e na valorização do capital humano, com um alerta: a competitividade "não pode depender só do ajustamento dos custos do trabalho".

Um aviso que teve depois um destinatário específico no titular da pasta da Educação e Ciência. "Há que evitar o enfraquecimento das políticas de investigação e desenvolvimento", sublinhou Cavaco Silva - que esta semana recebeu em Belém o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, no centro de fortes críticas devido ao corte nas bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Num discurso proferido no encerramento do IX Encontro da COTEC Europa, que decorreu na Fundação Champalimaud, em Lisboa, Cavaco Silva sublinhou que "há que evitar o enfraquecimento das políticas de investigação e desenvolvimento" - o que significaria, a médio prazo, "alargar o fosso que nos separa dos países mais competitivos da União Europeia".

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