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Museu do Brinquedo do Funchal vai mudar-se para o centro da cidade

Museu do Brinquedo do Funchal vai mudar-se para o centro da cidade

18/04/2014 00:00
O colecionador realça que já tinha fechado em março o restaurante que funcionava na casa do museu, porque “não se justificava”

O Museu do Brinquedo do Funchal, que funcionou durante uma década numa casa particular, vai mudar-se para um edifício no centro do Funchal, com o dobro da área e alargando o espólio exposto.

“Há cerca de um ano dei uma entrevista à agência Lusa, por ocasião do décimo aniversário do museu, e disse que gostava de receber como prenda um novo espaço. Recebi depois várias propostas e escolhi o Armazém do Mercado, na rua Latino Coelho, na zona antiga da cidade”, recorda o proprietário.

José Manuel Borges Pereira já está a desmontar, encaixotar e catalogar minuciosamente as mais de 19 mil peças espalhadas pelas montras nos diversos quartos da casa que foi dos sogros, na zona do estádio dos Barreiros.

O colecionador adianta que recebeu várias propostas para transferir o museu, uma das quais do Casino da Madeira, cuja administração estava disposta a ceder a antiga sala de jogos.

“Mas não gostei do espaço, era muito amplo, tinha pouca visibilidade do exterior e acho que este tipo de museu tem de ser um pouco intimista, tipo uma casa particular”, sustenta.

O arquiteto de profissão conta que recebeu até uma proposta da Venezuela.

“Optei por este edifício do Armazém do Mercado, que é uma casa antiga que está a ser transformada, existindo um projeto para ser um espaço cultural multifacetado, no centro do Funchal, onde a visibilidade será outra, até porque a proposta incluiu um trabalho de marketing e divulgação” do núcleo museológico, refere.

Borges Pereira salienta que neste novo local o museu está integrado num projeto privado, terá mais 50% de área de exposição e ficará distribuído por dois andares e mais salas, o que permite também aumentar o espólio para mais de 20 mil peças.

“Ainda tenho entre 5.000 e 6.000 peças guardadas”, frisa, adiantando que o edifício do novo museu terá um espaço lúdico, exposições temporárias diversificadas e uma oficina de restauro.

O colecionador realça que já tinha fechado em março o restaurante que funcionava na casa do museu, porque “não se justificava”.

Agora também já tinha fechado o museu, que recebia uma média de 100 pessoas por semana. A “operação” de transferência e montagem acontecerá em agosto, estando a abertura no novo espaço perspetivada para setembro.

Segundo José Manuel Borges Pereira, “agora o museu pode crescer, as peças não vão precisar estar atafulhadas nos lugares”.

“Estão sempre a oferecer-me peças”, realça, declarando estar sempre disponível para receber mais objetos: “Agora o meu sonho é que o museu nunca acabe”.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

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