Seria bom que as Instituições tivessem, no seu seio, pessoas “experientes” (leia-se, com idade), pessoas de meia-idade e jovens de modo a equilibrar as “decisões” e para assegurar a continuidade da própria instituição enquanto tal, mas também para poder preparar os futuros quadros, enquadrados pelos antigos, com o objectivo do aproveitamento do que já foi feito, de positivo, embora inovando e alterando o menos bom do passado.
É evidente que os “grisalhos” seriam uma espécie de “consultores” da administração e as suas opiniões, obviamente, não teriam qualquer carácter vinculativo, mas estamos em crer que tudo seria diferente, já que a “história se repete”, quando falamos de comportamento humano, em diferentes gerações. Ou seja, infelizmente, há uma tendência para repetir os erros do passado!
Como é sabido, a “experiência é uma boa conselheira”, significa que devemos aprender com os nossos erros, se tivermos humildade e inteligência para isso, mas tal significa a capacidade de alguém se poder auto-corrigir, auto-aperfeiçoar, numa palavra, reinventar-se. E, atenção, não se trata de “reciclarem”, mas tão somente de mudança de perfil.
A Gestão de “Recursos Humanos” deve ser, e estar, baseada no conhecimento dos comportamentos do ser humano, nas suas diversas e múltiplas facetas e quando sujeito a vários e diferentes processos, quer de ordem psicológica, intelectual ou moral, porque todo o comportamento humano é previsível, quando sujeito às mesmas “cargas”, leia-se tipos de “stress”.
Significa isto que é necessário conhecer como funciona a máquina humana e como se comporta face às circunstâncias externas, mas também internas, para poder prever o que vai acontecer e determinar ou “fabricar” um “padrão” comportamental, que acabará por constituir a base de trabalho do nosso guia de comportamentos éticos e deontológicos profissionais.
Só quem entenda isto e, sobre tudo, o sinta é que poderá ter êxito na Gestão de Recursos Humanos, a um nível já muito elevado. Assim, a empresa moderna deve “criar” uma gestão, de “recursos humanos”, dinâmica, multifacetada, com várias formações profissionais em presença, mas também, diversificadas, em termos geracionais, de modo a ter, em simultâneo, maturidade e atrevimento, prudência e alguma audácia. E tudo isto com o objectivo de não ficar auto-travada, ou seja, ancilosada!
A grande questão que, hoje, se pode colocar acerca deste debate é simples: 80% dos empresários não têm formação universitária e, os que têm, não têm tempo sequer para perceber a questão colocada desta forma, ou pensam que não é necessário alterar o que está porque nunca experimentaram a diferença.
O segredo, hoje, é juntar o novo com o velho, e o velho com o novo e dar-lhe harmonia, tal como na música. A harmonia torna a nossa vida melhor, mais fácil e com maior prazer de viver, ou seja, ensina a tirar partido da vida e a saber vivê-la com alguma qualidade.







