Catorze, a senhora ou senhor que se segue


Foi mais do que justa a descompostura que o presidente da CPI deu ao ministro e justificado o pedido de retratação. Sendo que o presidente da CPI, Lacerda Sales, é um dos 13 ex-membros deste Governo – o ex-secretário de Estado da Saúde acompanhou na saída Marta Temido quando esta pediu a demissão.


E vai em treze o número de ministros e secretários de Estado que se demitiram ou foram demitidos deste Governo de maioria absoluta com menos de ano e meio de vida.

António Costa, como é seu hábito, tratou logo de desvalorizar. Para o primeiro-ministro e líder socialista, a saída de mais um membro do seu Governo a contas com a Justiça por eventual prática de crimes de corrupção é apenas mais um daqueles “casos e casinhos” de que os portugueses não querem saber para nada, porque estão é preocupados com outras coisas: o que é lá isso comparado com os salários baixos, os juros em subida livre, a saúde uma desgraça, a educação à deriva, a justiça sem norte e a economia sem rumo?

Não é nada que lhe diga respeito. Para o primeiro-ministro e líder socialista, a escolha dos secretários de Estado e membros dos gabinetes dos Ministérios é lá com eles, com cada um dos seus ministros, e nada tem a ver consigo. Nem mesmo os ministros ou membros do seu próprio gabinete são da sua responsabilidade, porque, nesse caso, são maiores e vacinados e ele faz-se de primeira e principal vítima.

O problema é o padrão. Para o primeiro-ministro e líder socialista os casos como o do agora ex-secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, são do foro judicial, sendo que, quando se trata do PS, a máxima é sempre ‘À Justiça o que é da Justiça e à Política o que é da Política’. Pois sim, mas este é mais um caso de Polícia e da Justiça com óbvias repercussões políticas. A principal das quais é que, uma vez mais, vem demonstrar o grau zero de exigência e rigor dos processos de recrutamento dos membros do Governo.

E, quando um membro do Governo e do inner circle do primeiro-ministro como o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, vem publicamente achincalhar deputados da nação, equiparando-os a “procuradores do cinema americano de série B dos anos 80”, temos o puzzle completo.

Foi mais do que justa a descompostura que o presidente da CPI deu ao ministro e justificado o pedido de retratação. Sendo que o presidente da CPI, Lacerda Sales, é um dos 13 ex-membros deste Governo – o ex-secretário de Estado da Saúde acompanhou na saída Marta Temido quando esta pediu a demissão.

É o que é. Para o primeiro-ministro e líder socialista, a altura de podar a árvore é ele quem a define, porque é quando lhe convém. E, se tiver de cortar ramos saudáveis e deixar os podres, ele é que sabe. Sendo que nunca é responsável por coisa alguma. Ele, qual eucalipto que seca tudo à sua volta. Venha o seguinte, catorze.

Catorze, a senhora ou senhor que se segue


Foi mais do que justa a descompostura que o presidente da CPI deu ao ministro e justificado o pedido de retratação. Sendo que o presidente da CPI, Lacerda Sales, é um dos 13 ex-membros deste Governo - o ex-secretário de Estado da Saúde acompanhou na saída Marta Temido quando esta pediu a demissão.


E vai em treze o número de ministros e secretários de Estado que se demitiram ou foram demitidos deste Governo de maioria absoluta com menos de ano e meio de vida.

António Costa, como é seu hábito, tratou logo de desvalorizar. Para o primeiro-ministro e líder socialista, a saída de mais um membro do seu Governo a contas com a Justiça por eventual prática de crimes de corrupção é apenas mais um daqueles “casos e casinhos” de que os portugueses não querem saber para nada, porque estão é preocupados com outras coisas: o que é lá isso comparado com os salários baixos, os juros em subida livre, a saúde uma desgraça, a educação à deriva, a justiça sem norte e a economia sem rumo?

Não é nada que lhe diga respeito. Para o primeiro-ministro e líder socialista, a escolha dos secretários de Estado e membros dos gabinetes dos Ministérios é lá com eles, com cada um dos seus ministros, e nada tem a ver consigo. Nem mesmo os ministros ou membros do seu próprio gabinete são da sua responsabilidade, porque, nesse caso, são maiores e vacinados e ele faz-se de primeira e principal vítima.

O problema é o padrão. Para o primeiro-ministro e líder socialista os casos como o do agora ex-secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, são do foro judicial, sendo que, quando se trata do PS, a máxima é sempre ‘À Justiça o que é da Justiça e à Política o que é da Política’. Pois sim, mas este é mais um caso de Polícia e da Justiça com óbvias repercussões políticas. A principal das quais é que, uma vez mais, vem demonstrar o grau zero de exigência e rigor dos processos de recrutamento dos membros do Governo.

E, quando um membro do Governo e do inner circle do primeiro-ministro como o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, vem publicamente achincalhar deputados da nação, equiparando-os a “procuradores do cinema americano de série B dos anos 80”, temos o puzzle completo.

Foi mais do que justa a descompostura que o presidente da CPI deu ao ministro e justificado o pedido de retratação. Sendo que o presidente da CPI, Lacerda Sales, é um dos 13 ex-membros deste Governo – o ex-secretário de Estado da Saúde acompanhou na saída Marta Temido quando esta pediu a demissão.

É o que é. Para o primeiro-ministro e líder socialista, a altura de podar a árvore é ele quem a define, porque é quando lhe convém. E, se tiver de cortar ramos saudáveis e deixar os podres, ele é que sabe. Sendo que nunca é responsável por coisa alguma. Ele, qual eucalipto que seca tudo à sua volta. Venha o seguinte, catorze.