Maioria absoluta do PS não será motivo para “silenciar a luta dos trabalhadores e do povo”, diz Jerónimo de Sousa

Maioria absoluta do PS não será motivo para “silenciar a luta dos trabalhadores e do povo”, diz Jerónimo de Sousa


Para o secretário-geral do PCP, o resultado obtido pela CDU nestas eleições “fica aquém do trabalho realizado e do determinante contributo para os avanços e conquistas conseguidos” e “representa um elemento negativo na vida nacional”, sublinhando a perda da representação parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes (PEV).


Após a reunião do Comité Central do PCP, esta quarta-feira, o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, considerou que o resultado das eleições legislativas de 2022 "fica aquém" do trabalho realizado, no entanto, o partido está determinado "em prosseguir" para "dar soluções aos problemas" do país. 

Jerónimo de Sousa, em declarações aos jornalistas, começou por destacar "a descarada ação do PS de se apropriar dos avanços alcançados nestes últimos anos que resultaram sempre da ação determinada da CDU", explicando que o PS insiste na "mentira da responsabilização do PCP e do PEV pela realização de eleições a propósito da não aprovação da proposta de Orçamento de Estado para 2022".

Para o secretário-geral do PCP, o resultado obtido pela CDU nestas eleições "fica aquém do trabalho realizado e do determinante contributo para os avanços e conquistas conseguidos" e "representa um elemento negativo na vida nacional", sublinhando a perda da representação parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes (PEV). 

No entanto, o partido está determinado "em prosseguir" e "dar soluções aos problemas". "O país não está condenado às injustiças, às desigualdades e ao retrocesso económico e social", apontou Jerónimo de Sousa, ao notar que não será a maioria absoluta do PS "que vai silenciar a luta dos trabalhadores e do povo". 

Questionado sobre se o PCP irá reunir a principal força do partido na luta com os sindicatos, Jerónimo de Sousa prometeu que vai intensificar a sua luta. Na ótica dos comunistas, a maioria absoluta oferece ao PS "condições reforçadas" para aplicar políticas de direita. 

O PCP acredita que "é preciso uma política alternativa que responda cabalmente aos problemas do povo e do país, que liberte Portugal dos constrangimentos e imposições contrárias aos interesses nacionais", defendendo "uma rutura com a direita e a adoção de uma política patriota e de esquerda".

Quanto à legislativa, visto que o partido perdeu metade dos deputados, inclusive o líder parlamentar João Oliveira, o secretário-geral comunista afirmou que os seus deputados vão ter uma "carga de trabalhos", apesar da maioria obtida pelo PS. "Existe uma maioria com todo o caráter negativo que entendemos que tem, mas continua o pulsar da vida", salientou. 

Em relação ao Chega ter agora o direito de ter um vice-presidente na Assembleia de República, Jerónimo de Sousa confessou que “não será com os votos do PCP que o Chega terá esse lugar institucional”, uma vez que a escolha será feita por votação. 

Jerónimo de Sousa também fez questão de realçar a importância do comício do partido, que realizar-se-á no dia 6 de março, no Campo Pequeno.