Subdiretor-geral da Saúde recusou comentar morte de vítima mais jovem com covid-19 em Portugal

Subdiretor-geral da Saúde recusou comentar morte de vítima mais jovem com covid-19 em Portugal


Esta é a primeira vítima mortal entre os 20 e os 29 anos relacionada com a covid-19 no país.


De acordo com o balanço das autoridades de saúde, desta terça-feira há 25702 casos confirmados de covid-19 em Portugal, mais 178 casos do que os registados na segunda-feira, um aumento de 0,7% Foram ainda registados mais 11 óbitos, elevando assim o número de vítimas mortais no país para 1074.

818 casos em internamento, dos quais 134 em cuidados intensivos, menos 9 casos do que ontem. Do total de doentes infetados, 85.9% estão em tratamento domiciliar. Há ainda registo de 1743 casos de recuperação, mais 31 casos que ontem. A taxa de letalidade global é de 4,2%. Em pessoas com mais de 70 anos, é de 14.9%

O secretário de Estado da Saúde anunciou ainda que desde o ínicio da pandemia, e até à data, foram contratados mais de 2.300 profissionais de saúde para apoiar o SNS – cerca de 750 enfermeiros, mais de 100 médicos, 1.110 assistentes operacionais, 150 técnicos superior diagnóstico e terapeutica, 150 assistentes técnicos, entre outros profissionais. António Sales garante que um dos objetivos das autoridades de saúde é continuar a reforçar o SNS.

Esta terça-feira foi registada a primeira vítima mortal infetada com covid-19 entre os 20 e os 29 anos, no país. Diogo Cruz, subdiretor-geral da Saúde, recusou-se a comentar "questões específicas".

Questionado sobre a diferença entre os dados publicados online sobre o número de testes realizados desde o dia 1 de março – 426 mil testes – realizados ser diferente do anunciado esta segunda-feira – 450 mil testes,

Ainda questionado se o objetivo de realizar menos testes por dia é o de criar imunidade de grupo na população, António Sales nega e diz que se tem verificado aos fins de semana uma diminuição de testes mas nao por falta de oferta mas "porque muito provavelmente há uma diminuição da procura". "Ao longo do tempo, verifica-se que há uma menor testagem", aponta o secretário de Estado da Saúde. Na sexta-feira, dia 1 de maio, foram realizados 12.500 testes e no sábado mais de 10 mil testes. Por milhão de habitantes, foram realizados mais de 44 mil testes, "uma posição confortável em números europeus".

Sobre a Ordem dos Médicos ter alertado a população para as viseiras não substituirem a máscara e terem pedido ao Governo para alterar o decreto de lei, que afirma que para frequentar certos estabelecimentos poderia ser apenas utilizada uma viseira, Diogo Cruz diz que "há vantagens e desvantagens na opção de utilizar uma viseira ou uma máscara" e diz "compreender" que não seja igual utilizar uma ou outra mas recusa comentar mais o assunto.

António Sales diz que não pode comentar se o decreto irá ser ou não alterado visto as avaliações serem feitas quinzenalmente. "Este é um processo evolutivo, se verificarmos que existe algo a corrigir garantidamente que o faremos mas terá de ser avaliado e analisado, do ponto de vista técnico e jurídico", afirma.

Sobre a queda no número de vacinas em relação ao período homólogo, apesar dos apelos feitos pelas autoridades de saúde, Diogo Cruz afirma que era esperada esta descida, no entanto, volta a transmitir a mensagem que os centros de saúde são locais seguros e que existe uma separação entre doentes covid e não covid-19. "Esperemos que com a reabertura os números voltem a recuperar", afirma, apelando que as vacinas sejam marcadas de modo a evitar um grande aglomerado de pessoas nos centros de saúde.

"Podemos fazer um jantar de família, com as devidas precauções, com o devido distanciamento social, não podemos é fazer nos moldes de antigamente para combatermos a pandemia", aponta o Subdiretor-geral da Saúde.