Sabe quanto custa o Natal aos cofres públicos?

Sabe quanto custa o Natal aos cofres públicos?


Os gastos das autarquias e empresas públicas com iluminações e festas de Natal ultrapassavam ontem sete milhões de euros. No ano passado, o balanço final rondou os 8,6 milhões. Os contratos divulgados no portal de contratação pública Base.gov revelam alguns dos investimentos dos municípios. Em Lisboa, Medina já anunciou que serão gastos 650 mil euros,…


Não está satisfeito com a decoração do seu bairro? Pode usar o Base.gov para comparar orçamentos. Quanto custaria ter um Pai Natal Luminoso? Em Águeda, a fatura foi de 45 mil euros. 

Fernando Medina anunciou que a Câmara Municipal de Lisboa vai investir este ano ano na decoração natalícia 650 mil euros, menos 110 mil euros do que no ano passado. No portal Base.gov, têm sido publicados alguns contratos por  freguesia. Nas Avenidas Novas, os enfeites que incluem árvores decoradas com uma mangueira luminosa custaram 45 mil euros. Já na Penha de França, a decoração custou 26.800 euros. Sobre os gastos no Porto ainda não estão disponíveis muito detalhes. A árvore de natal dos Aliados e espetáculo pirotécnico, que inaugurou a quadra, tiveram uma fatura de 40 mil euros. 

Luzes, árvore e comboio de Natal são os clássicos, mas o tempo traz sempre novidades. O pacote natalício adquirido pelo município do Seixal para enfeitar a cidade inclui “selfie points” e não ficou assim tão caro: a autarquia gasta este ano 27 mil euros.  

Nem só de enfeites e mercados é feita esta época. São várias as autarquias que distribuem cabazes pela população mais carenciada ou que organizam eventos destinados aos mais velhos. Loulé distribui cabazes para apoio alimentar de 1900 famílias, um encargo de 65 mil euros. Já Vila Verde, no distrito de Braga, investe mais de 10 mil euros na distribuição de cabazes de Natal a famílias com maiores necessidades. O almoço de Natal de Ribeira de Pena, que costuma juntar mais de 500 idosos num convívio anual, repetiu-se no último fim de semana e teve um custo de 11.700 euros para a autarquia. Já em Boticas, a iniciativa “Natal do Idoso” teve lugar no início do mês e juntou 2000 habitantes de 52 aldeias. Além da refeição, foram distribuídas mantas, num investimento de 31 mil euros por parte do município. Mais do que os 17 mil euros gastos a engalanar a vila.

Este ano Almada torna a oferecer aos filhos dos funcionários, além de brinquedos alusivos a ícones do momento como a Patrulha Pata, smartphones. Entre uma coisa e outra, o município gastou cerca de 20 mil euros. No ano passado, o  modelo escolhido foi o Neffos smartphone Y5 Dark Grey e a empresa selecionada para a adjudicação foi a mesma.

Uma pista de gelo no Alentejo? No Natal todos os sonhos se concretizam. Fica na vila de Nisa e custou 35.706 euros ao município. Talvez tenha menos filas do que as das maiores cidades e vai estar operacional até 7 de janeiro. Este é um filão com preços variados. Em Porto de Mós, a atração custou 12 mil euros. Já em Vila do Conde, a pista natural representa um encargo de 46.000 euros para a autarquia.

Nos últimos anos, têm-se multiplicado as aldeias, vilas e cidades natalícias. Transformar Bragança na Terra Natal e de Sonhos custou este ano 149.000 euros à autarquia. Até ao momento, os contratos publicados referentes à vila Natal de Óbidos totalizam mais de 76 mil euros. Em Leiria, a cidade Natal inclui um carrossel parisiense e ronda os 100 mil euros. Mas é na Beira Alta que parece ser mais dispendioso introduzir o espírito: a fatura da “Cidade Natal” da Guarda, entre o aluguer de estruturas e divulgação, já supera os 200 mil euros.