Reformistas há 42 anos


Hoje, o Partido Social Democrata celebra os seus 42 anos. Como secretário-geral do PSD, não posso deixar de constatar como a história do nosso partido se cruza, em todos os momentos, com a história de Portugal


Este ano assinalamos um conjunto de datas marcantes da vida de Portugal. Há 40 anos era promulgada a Constituição da República Portuguesa. Há 40 anos, os portugueses votavam, pela primeira vez, numas eleições autárquicas livres. Há 30, acontecia a adesão oficial do país à comunidade europeia. Há duas décadas era criada a CPLP.

Hoje, o Partido Social Democrata celebra os seus 42 anos. Como secretário–geral do PSD, não posso deixar de constatar como a história do nosso partido se cruza, em todos os momentos, com a história de Portugal. E como todas aquelas efemérides tiveram a presença forte do PSD. Importa-nos recordá-las. Reviver estes marcos celebrando o seu sucesso é também a forma de comemorarmos o nosso 42.o aniversário, em que daremos especial destaque à questão europeia. Intrinsecamente europeísta, o PSD tem no seu ADN a defesa de um modelo democrático de inspiração ocidental, assim como o aprofundamento da integração europeia.

Mas recordar estes acontecimentos não se esgota na mera evocação do passado. Não. No PSD recuperamos o passado para que possamos reacender na memória coletiva as lições que ele nos ensinou. São lições de enorme valor histórico e humano, de grande peso político e social. Lições que, como diz a sabedoria popular, nos impedem de repetir os mesmos erros.

Pois bem, numa altura em que falar do passado parece ser sinónimo de um saudosismo desaconselhado na atividade política, acredito ser preciso trazer para o presente algumas dessas lições valiosas. Da mesma forma, é sempre útil recordar os valores da Constituição de 1976, a conquista das autárquicas desse mesmo ano, os sonhos que levámos para a entrada na CEE e o espírito de cooperação que esteve na fundação da CPLP.

No plano económico, é sabido que repetir os modelos que se provaram errados não vai trazer outro resultado que não a estagnação da economia, níveis de crescimento débeis e vulnerabilidade perante a instabilidade externa. E, sendo europeus, o contexto em que nos inserimos nunca pode ser esquecido pelos decisores políticos. Quer isto dizer que nunca os nossos governantes podem deixar de parte os constrangimentos da conjuntura, com a incerteza que lhe conhecemos, fazendo promessas utópicas porque desligadas da nossa realidade global. Este é um erro grave que o passado já nos ensinou a não repetir.

No plano social, também o passado nos diz muito. Portugal fez o 25 de Abril na esperança de termos melhores condições de vida. O PSD fundou-se para que os ideais sociais-democratas pudessem contribuir para trazer mais prosperidade e desenvolvimento aos portugueses! Portugal não pode ficar aquém desta expectativa. E se há algo que o passado recente nos diz é que não podemos alimentar modelos que não absorvem o desemprego nem criam mais postos de trabalho. O emprego é condição sine qua non para o desenvolvimento social.

No plano político, o passado é profícuo em exemplos do que é uma forma de estar na política contrária ao serviço do interesse público. E aqui permitam-me a imodéstia de considerar que o PSD tem sido pioneiro no combate ao serviço dos cargos públicos em causa própria e no combate à sobreposição dos interesses de alguns em detrimento dos interesses de todos nós. Somos exemplo de como a política tem de ser levada a sério e os governantes têm de ser responsabilizados, para criarmos um Portugal mais forte para todos.

Infelizmente, nos planos económico, social e político temos hoje governantes e apoiantes que representam um regresso ao passado. Sejamos claros: não se pretende aqui evocar o passado em tom temerário, mas colocar em evidência o espírito retrógrado da maioria que domina o cenário político. Das reversões ao abandono de políticas de futuro, o presente de todos nós tem sido ameaçado por uma forma de fazer política que não é reformista, ainda que sejam os partidos que a desempenham hoje (os da esquerda e extrema-esquerda) aqueles que mais alto defendem os valores da democracia e do reformismo.

Ser reformista não é recuperar o passado, mas aprender com ele na medida certa. Ser reformista não é arriscar a repetição dos males que já tivemos de viver. Este reformismo propalado pelo governo e pela maioria parlamentar não é o reformismo do PSD. Não é reformismo algum!

O verdadeiro reformismo é a coragem que nós, sociais-democratas, representamos há 42 anos na forma como colocamos o país à frente das nossas ambições pessoais e partidárias.

O verdadeiro reformismo está na ousadia com que propomos soluções para os desafios do presente, respeitando e aprendendo com o passado, para libertar o futuro.

Secretário-geral do PSD


Reformistas há 42 anos


Hoje, o Partido Social Democrata celebra os seus 42 anos. Como secretário-geral do PSD, não posso deixar de constatar como a história do nosso partido se cruza, em todos os momentos, com a história de Portugal


Este ano assinalamos um conjunto de datas marcantes da vida de Portugal. Há 40 anos era promulgada a Constituição da República Portuguesa. Há 40 anos, os portugueses votavam, pela primeira vez, numas eleições autárquicas livres. Há 30, acontecia a adesão oficial do país à comunidade europeia. Há duas décadas era criada a CPLP.

Hoje, o Partido Social Democrata celebra os seus 42 anos. Como secretário–geral do PSD, não posso deixar de constatar como a história do nosso partido se cruza, em todos os momentos, com a história de Portugal. E como todas aquelas efemérides tiveram a presença forte do PSD. Importa-nos recordá-las. Reviver estes marcos celebrando o seu sucesso é também a forma de comemorarmos o nosso 42.o aniversário, em que daremos especial destaque à questão europeia. Intrinsecamente europeísta, o PSD tem no seu ADN a defesa de um modelo democrático de inspiração ocidental, assim como o aprofundamento da integração europeia.

Mas recordar estes acontecimentos não se esgota na mera evocação do passado. Não. No PSD recuperamos o passado para que possamos reacender na memória coletiva as lições que ele nos ensinou. São lições de enorme valor histórico e humano, de grande peso político e social. Lições que, como diz a sabedoria popular, nos impedem de repetir os mesmos erros.

Pois bem, numa altura em que falar do passado parece ser sinónimo de um saudosismo desaconselhado na atividade política, acredito ser preciso trazer para o presente algumas dessas lições valiosas. Da mesma forma, é sempre útil recordar os valores da Constituição de 1976, a conquista das autárquicas desse mesmo ano, os sonhos que levámos para a entrada na CEE e o espírito de cooperação que esteve na fundação da CPLP.

No plano económico, é sabido que repetir os modelos que se provaram errados não vai trazer outro resultado que não a estagnação da economia, níveis de crescimento débeis e vulnerabilidade perante a instabilidade externa. E, sendo europeus, o contexto em que nos inserimos nunca pode ser esquecido pelos decisores políticos. Quer isto dizer que nunca os nossos governantes podem deixar de parte os constrangimentos da conjuntura, com a incerteza que lhe conhecemos, fazendo promessas utópicas porque desligadas da nossa realidade global. Este é um erro grave que o passado já nos ensinou a não repetir.

No plano social, também o passado nos diz muito. Portugal fez o 25 de Abril na esperança de termos melhores condições de vida. O PSD fundou-se para que os ideais sociais-democratas pudessem contribuir para trazer mais prosperidade e desenvolvimento aos portugueses! Portugal não pode ficar aquém desta expectativa. E se há algo que o passado recente nos diz é que não podemos alimentar modelos que não absorvem o desemprego nem criam mais postos de trabalho. O emprego é condição sine qua non para o desenvolvimento social.

No plano político, o passado é profícuo em exemplos do que é uma forma de estar na política contrária ao serviço do interesse público. E aqui permitam-me a imodéstia de considerar que o PSD tem sido pioneiro no combate ao serviço dos cargos públicos em causa própria e no combate à sobreposição dos interesses de alguns em detrimento dos interesses de todos nós. Somos exemplo de como a política tem de ser levada a sério e os governantes têm de ser responsabilizados, para criarmos um Portugal mais forte para todos.

Infelizmente, nos planos económico, social e político temos hoje governantes e apoiantes que representam um regresso ao passado. Sejamos claros: não se pretende aqui evocar o passado em tom temerário, mas colocar em evidência o espírito retrógrado da maioria que domina o cenário político. Das reversões ao abandono de políticas de futuro, o presente de todos nós tem sido ameaçado por uma forma de fazer política que não é reformista, ainda que sejam os partidos que a desempenham hoje (os da esquerda e extrema-esquerda) aqueles que mais alto defendem os valores da democracia e do reformismo.

Ser reformista não é recuperar o passado, mas aprender com ele na medida certa. Ser reformista não é arriscar a repetição dos males que já tivemos de viver. Este reformismo propalado pelo governo e pela maioria parlamentar não é o reformismo do PSD. Não é reformismo algum!

O verdadeiro reformismo é a coragem que nós, sociais-democratas, representamos há 42 anos na forma como colocamos o país à frente das nossas ambições pessoais e partidárias.

O verdadeiro reformismo está na ousadia com que propomos soluções para os desafios do presente, respeitando e aprendendo com o passado, para libertar o futuro.

Secretário-geral do PSD